sábado, 12 de maio de 2012

EU NO MEU AVESSO


eu sou um avesso das quatro temperaturas do ano
eu só preciso saber que você existe
sobre meus momentos pacíficos ou não
o meu sangue é teu em todas as estações
TE AMO
no inverno eu fuço suas mantas e chego até as suas raízes
já na primavera me abro sem segredos
no verão eu viro o horizonte do mar até chegar as tuas estradas
e as quatros em uma só ...desenha
nossos suores e lutas....quando cravamos
diante a distância.... que não nos deixa só
apenas mansa ao arder de tuas entranhas
no leve vento de outono.

POESIA BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 11 de maio de 2012

SEM QUERER


sem querer vou me chegando perto de você
depois de um dia de trabalho
nossos corpos estão quentes...tomamos banho juntas
fazemos diversas brincadeiras até de gente grande
rimos
choramos
contamos contos
fazemos poesias
imaginamos coisas e nos completamos em nós
nosso segredo é a temperatura do que se pega fogo
e logo coxas mãos dedos línguas olhares se entrelaçam
ficamos numa sacanagem deliciosa tão gostosa
que vara a noite entra a madrugada toca o telefone
o celular e nem percebemos nada.....
não nos importamos com nada...a não ser em nos satisfazer
e ao meio dia com o sol rachando sobre nossa pele suada
levantamos queimando de desejos

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE SHEILA



A ARTE DE BY MOACIR


SEU OLHAR DE FÊMEA


seu olhar de fêmea dilacerando minhas diretrizes
esse seu andar de serpente me fazendo meretriz
me dando rasteira em meu próprio ventre aberto
molhado ai eu cravo em sua boca o que de mim sai
grão da majestade que alenta atenta ao frio ao quente
levantas suas túnicas e que bela calcinha vermelha
em seus poentes você toa nessa longa estrada
meu carro em alta velocidade atravessa suas envergaduras
e se enverga a beira de um gozo eterno
e és tu então na pele que no suor do caminho
lambuzando o corpo ninho ao que nina em meus braços
em alta velocidade

POESIA DE BEY CERQUEIRA

GEMINA EM MIM


germina as suas escolhas por favor e 
a sua fruta do pecado deixa sempre dentro
encostadinha nas minhas....feito conchas
em cúpulas que abrem aos lábios ao ser mordido
absorvo tuas pélvicas ao acaso mordo  meus
seios e tu sorri....são tantos fetiches
entre nossos hábitos é só olhar nossos dedos
a palma de nossas mãos....
escondendo sobre um labirinto de água fresca
cremosa e límpida....minha língua suga as suas veias
entra invadindo até a sua alma e deixando a minha
pulsante na vulva das catedrais de minhas entranhas
sobre teu olhar atento....e apaixonante

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 10 de maio de 2012

MULHER QUE EU AMO


tua cor de jambo teu gosto de morango
seus absintos que me faz sangrar no embolar
me deixa ardida no silenciar da madrugada quando
nossas coxas em demasia se dobram se tocam
de bruço uma mulher ao meu encanto fazendo
navegar entre seus dedos as minhas poesias
fico posta e atordoada por essas chamas fervente
dentro de mim e me viro selvagem arredada
feito um cavalo puro sangue correndo no campo
louco desvairadamente atrás lhe pondo deitada
e lhe crava ao rego manso o sexo endurecido
as escolhas nesse seu palacete de fortunas e frutas
legumes e água fresca das quais até me embriago
a vinho tinto do teu lado em teu leito lhe tiro o manto
da vergonha e em cada gemido delicioso
fico mais sem vergonha mesmo e é isso que em deixa
sobre penas pesadas e que se dane a humanidade
com seus preconceitos....porque te quero mais do que quis ontem
e te quererei amanhã mais do que te quero hoje
você é o meu lapidar quando posta estou acima do seu lombo
e lhe beijando a nuca a boca e lhe dando um tapinha você pede
crava-me meus cascos eretos e logo em seguida
encurtando as rugas que a suade de ti me deixou.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE SHEILA





quarta-feira, 9 de maio de 2012

SAPECA MULHER


sapeca mulher em mim e me faz gemer
quando serena rebola gostoso em cima da testa
eu lhe pego pelas costas lhe faço ficar brava
me deixa sombria invocada sentindo a geada cair
me molha o short jeans e me tira a blusa com seus dentes
sinto a invasão de suas cortesias e minhas pernas se fecham
no balance da canoa nessa súbita erosão sobre uma mulher que
apenas dizia amém...

POESIA DE BEY CERQUEIRA

Um dia farei um soneto


Nada rejeito, num proveito
Amar,sonhar, saudades em branco
e preto
Soneto cortado, num pré texto
Sentir quebrado, na queda de mal jeito

Mais ânsias, por mil, aventuras
Relatando mais agruras
Inflar mais dores entre amarguras
Inverter as lágrimas em fagulhas

Deitar na cama, sem amar, sem formosura
Do mal feito, remediando, nas fases escuras
Tratando as marcas, no leito, em ataduras

Me recordar, impactada, nos espelhos
Contar as rugas, enquanto me sustenta os
joelhos
Caminhar, devagar,acomodada envelheço
Enganar, as estrelas e o sentir, na estreia
Dizer que a madrugada e a mais vil quimera

SULLA FAGUNDES

A ARTE DE SHEILA



A ARTE DE SHEILA



A MULHER QUE EU AMO .....SHEILA


voraz sobre minha fera que se esconde entre minhas pernas, tenaz a voz que nos dá febre, entre nossas bocas, abaixo do umbigo, na dança do ventre, que te engole, devora-me, com sua boca carnuda, molha-me na sua maré, você e uma mulher em vigília, enciumada, mais que está escrita no meu ventre, ele te proclama todos os dias, e grita apenas pelo teu nome, meu lapidar, tem as marcas do seu dedo, dentes, e coxas, é mágico isso meu amor, tesão das minhas vontades, meu fascínio, o teu sangue eu bebi dentro de uma vontade louca, eu estava explodindo, meu clitóris estava pulsante, eu sou sua, veja bem, não tenha dúvida disso nunca mulher amada minha, você é o meu diamante, seu sorriso, seu olhar, meus desejos, nossos fetiches, não são qualquer um a fazer, somos uma só, única, amo-te na profundidade de minhas entranhas, e lhe escondo dentro de minha gruta, para que possamos viver  um gozo, ímpar, pleno silencioso ao acaso, ao inverso, do verso de nosso caso de amor.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

RECADO DO RECANTO PARA BEY CERQUEIRA


Quando ao dizer teu nome meu coração calar
Corres perigo de chorar ... chorar pela minha
passagem, fim de todos nós 
Quando olhares para o lado, seja  qual for, e, eu
não estiver, corres o  risco de chorar....
Uma  ausência, breve, pois alem de ti.. de mim...
há um escalar além das vontades mas és capaz de mais
algumas luas junto a poesia  
Existe um bosque onde colhemos  flores lá estive
arrumando nossa casa 
Não sabes, mas tem um riacho mágico onde moram
boas risadas 
Moram lá olhos  mágicos que antecedem as palavras 
eles pronunciam os sentimentos... so que louvaveis 
Lá onde mora a paz, moram muitas pessoas, não
ha pranto...  só que não podes falar alto, e, nem eu 
com aquelas gargalhadas, podemos ficar, é preciso
nos adaptar ao lugar 
Não te contei ontem,  vi meu pai  .. minha mãe  mas
eles  pensaram que eu havia  fugido de casa ...
Ficaram bravos! foi  sim...  e eu  também não sabia ...
o que  dizer,  até  não os reconheci  muito bem ... 
Apenas  sei  que lá  estão muitas moradas,  inclusive, 
a paz  sonhada  de tantos  a minha  ... a tua  ...
Mas antes  que  tu vá  tens que  ficar  um pouco ainda, amor 
aqui  sem mim... tens que te acostumar .. é um lapidar 
Porém  nossa  casa é lá  ... ah!! nem deu tempo de saber
se a poesia  se faz ... não ouvi  som  de  das falas  ... mas
a poesia  nasce  sem  som  .. como  diz  Gullar  


Sulla Fagundes

terça-feira, 8 de maio de 2012

SAUDADE DE VOCÊ


saudade 
que sinto sempre quando 
te amava te olhando nua 
após o seu pousar sobre mim
me 
desfaço
por completa
em seu êxtase 
que me faz ruiva no seu avesso do avesso 
entre o meu sexo e o seu
em todos os teus arrepios e medos
eu os colocos dentre os meus meios


POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


A ARTE DE SHEILA


A ARTE DE SHEILA



SAUDADE DE VOCÊ

SAUDADE DE VOCÊ

saudade
que sinto sempre quando
te amava te olhando nua
após o seu pousar sobre mim
me
desfaço
por completa
em seu êxtase
que me faz ruiva no seu avesso do avesso
entre o meu sexo e o seu
em todos os teus arrepios e medos
eu os colocos dentre os meus meios

POESIA DE BEY CERQUEIRA

SOBRE NÓS


as nossas fendas abertas na carne que treme
dentre de nossas bocas chega ser até cruel
e com crueldade de nossos dedos molhados
escorregadios e penetrantes dentre ventres que
se  desprende  a gemidos gritos  de quem
sangra mais
e sobre meus orgasmos desprende
nossas elucides famintas você é a minha última história
nessa vida de linhas de tantos atalhos aos quais lhe
ponho os meus dentes para falar-lhe o quanto eu lhe quero
entre seu corpo incerto cobrindo desde o pesco
até os ombros aonde roçam os lábios geladinho se queima
a esse sexo ardente cheio de decisões
em cada corpo há o seu tempo comparo nossas envergaduras
como uma adega de vinhos antigos
empoeirados mais extremamente deliciosos

POESIA DE BEY CERQUEIRA