quinta-feira, 28 de agosto de 2014

ESCUTA

Escuta com muita atenção
As lágrimas que caem são minhas
Quando em teu rosto elas apareceram
Eu as lambi
E sobre uma forte emoção
Calei-me nesse amor profundo
Que no inverno foi roubado
Congelou no meu coração
Nem as gaivotas encontraram

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

ANTES DE TI

Antes de ti me povoar com suas mãos
Leve atrevida 
Bem antes de você ocupar-me 
Em meus eixos esfregando-a
Outras tantas me habitaram
Desalinhadas cheias de gírias
Respondendo todas as minhas perspectivas
Sem razão em meu cansaço elas se
Puseram em mim perdidas
As abracei acolhi em meus braços
Coxas
Dedos
Língua 
Nem por isso deixei de gozar
Enfeitiçadas não me cobraram
O sol bateu no meu rosto
Quente 
Levantei-me nunca mais as vi

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 26 de agosto de 2014

NÃO PENSES QUE OCUPAS

Não pense que ocupas mais um lugar especial em mim, meu sentido, emoções, se desfaz a cada dia, ainda não consegui tirá-la das minhas entranhas, nem limpar o meu corpo, para não sentir teu cheiro, da minha mente, procuro outros lugares, mesmo fodidos, me limpa de você, com todo o habitat que um dia foi seu, hoje roubou minhas vergonhas, mais habituada vou andando pelas esquinas, apoiando-me nas virgens que passam, sem roupa,  eu achei até quem podia ser melhor do que você, preciso nascer, renascer, morrer, calar minhas coxas, roçar meu ventre, gozar no frio do útero, massacrado, mesmo que esteja  encostada num muro frio, sobre um olhar qualquer, disfarça, porque embala-me com carícias, o que de ti não quero mais.

TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

DEVOLVES

Devolves minha dor
Meus sonhos
Devolve minha alma que eu deixei
Ai no verão
Grito ao vento que arrancas de minhas
Entranhas as suas armadilhas
Ternura sobre teus fetiches 
Quero minha solidão novamente
Meu cansaço precisa disso

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 24 de agosto de 2014

VENHA ME PROVOCA


Venha me provoca aos extremos
Quantas vezes forem necessárias
Farei você tremer em mim
Eu prometo que deixarei saudades
Suas marcas ficaram dentro das
Minhas emoções
E deixarei você ficar com as minhas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 23 de agosto de 2014

CADA ENTARDECER

Cada entardecer eu me culpo
Sem razão nenhuma eu me culpo
Culpo-me por não ter tido o seu cais
Nos ais das paixões
Em meu corpo febril
Em cada anoitecer eu me cubro
Cubro-me sobre os meus pensamentos
Cheios de sentidos tesões emoções
Deixando-me desatinada sem você

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

NÃO ME DESAFINA

Não me desafina desse jeito
Me aplumo logo sem pestanejar
Porque conheço suas entradas
Compreende que eu sou eu
Não tenho medo de amar
Minha senhora
Enches de tudo que eu mato
Com meus dentes
Arranha-se nas areias
Que me incesto
Deixa a língua desse mar lhe passar
Estou ao teu lado 
Úmida
Desejando ser tocada por você

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

EU PROCURO ME SANTIFICAR

Eu procuro me santificar, é muito difícil, sabe, porque as minhas vontades não deixam,  eu me silenciar, desejos tantos que não sei explicar, e esqueça porque não vou perder tempo com isso, toco em meus versos, que viram prosas, calo-me na madrugada, fria, nas minhas poesias, calma, olho ao meu redor, procuro repousar-me, em mim, sobre meu corpo que a essa altura está cansado, mais ativo, ainda muito vivo.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

TODA MOLHADA

Toda molhada 
Às vezes me confundo
Quando me olhas
Perco-me um pouco
Também faz tanto tempo né
Mais logo me encontrei
Você nada mudou não na 
Horizontal teu corpo macio
Seus seios sentido único 
Amaciando suas costas
Beijando sua testa acariciada por ti
Começando uma dança que só
Nós duas sabemos nos entregamos
Não nos descolava uma da outra
Fugaz em nossas entranhas 
Uma velha dor quando em ti perdi
Quando a tive cicatrizou-se

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

JAMAIS PERDEREI A TERNURA

Jamais perderei a ternura, mesmo que a vida diz ao contrário, mesmo que suas mãos não esteja mais juntos a minha, mesmo que eu tenha que me virar sozinha, mesmo que minha cama esteja com a sua ausência, que eu tanto tento retirar o seu cheiro, mesmo que todos os dias eu sinto seus passos, caminhando para abraçar-me com cuidado, e lhe dá um cafuné, cheirando-a intensamente, mesmo que eu abra a porta do banheiro sem bater, porque sei que não estás lá, eu jamais vou perder a ternura, mesmo que quando a sós de madrugada eu tenho que me virar para não deixar-me queimar os lenções de tanta saudade, jamais perderei a ternura, em momento algum, mesmo que em outras bocas eu vou beijar, e sei que tu estás beijando, jamais perderei a ternura, mesmo sentindo que é você, que eu amo tanto, mais pode ter certeza, que mesmo com toda a ternura que eu ainda me resta, ela também mudou um pouco, atravessou a rua, me dá bom dia todos os dias, toma café da manhã comigo, faz até sexo, corre atrás de mim como se eu fosse a única alternativa dela, olho para trás, e percebo que é a ternura que não quer me deixar sozinha.

TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA

INVENTAR COM VOCÊ

Inventar com você, nossa eu fico louca.
Nessa quentura de nossos corpos
Esfregando me veio a ideia de 
Passarmos gelinho abaixo do umbigo
No inverso das costas
Nas virilhas carinhosamente se abre
Esfriando esse estado de fusão químico
Que eu não me desfaço apenas
Desfaleço nesse beijo doido
Delicioso num 
Compartilhar contigo o roçar dos seios
Pontiagudo em meus lábios
Nesse exato momento me atinge o seu olhar 
Fico desgovernada por que 
Quero-te tanto mulher

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 19 de agosto de 2014

POEMAS

Poemas que se mistura ao barro
Na pele os dois nus atrás de um gueto
Cerrados gozos inevitáveis que cai no
Bueiro para os cães lamberem
Escapam por flagelos sem carinho
Vendidas 
Ouço a carne tremer sobre um toque
Duro ereto nessa estrada que machuca
Os nervos que pulsam lhe fazem 
Agarrar sobre uma cama suja 
Fedendo ao dia anterior
Sem desejo algum apenas dor
Aonde sua abertura vira um depósito 
Doida saia desse inferno
Bate na ponta do credo peça 
Para acabar logo totalmente embriagada
Dói aonde à fera fere a vida mesmo
Hoje sendo oca.  

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

NOS TEUS CABELOS

Nos teus cabelos eu me escondo cheiro seu pescoço, e bebo do seu suor, toco suas costas, nas suas pontas, apenas encosto-me, te coloco bem no meu segredo, meu corpo entra em erupção, queimando o teu, beijamos loucamente, nos sobrepomos sobre delícias carícias, as rosas, beiços rosados, queimam, abrem-se numa rapidez impressionante, quebrado nesse momento todo um silêncio quando o cheiro do nosso sexo, exalam por toda a sua casa.

TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 17 de agosto de 2014

VOCÊ É

Você é minha loucura
Quando deita em mim
Meu corpo geme 
Fico incontida convidativa
Aos seus prazeres 
Selvagens
Anunciada a tudo isso
Eu me embrenho entre suas pernas
Em teu suor no meu arder
E me faço em ti

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 16 de agosto de 2014

MÃOS QUE ME CALAM

Mãos que me calam
Quando me toca
Quando se toca
Quando restaura em mim
A minha pureza 
Mãos que silenciam
Quando na maestria
Revela-se em minhas entranhas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

INEBRIANTE

Inebriante
Selvagem
Incontida
Maldita fêmea
Convida-me
Eu sou louca
Pelo seu cio
Provoca-me
Que faço questão
Da coisas que eu
Farei sobre teu corpo

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

LEIA-ME

Leia-me
Coloca bem devagar
Teu sexo 
Juntinho aqui do meu
Vamos juntas transgredir 
Todas as leis e
Nos conceitos vamos adormecer
Nas regras junte-se a mim
Quebraremos todas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

EU SEMPRE LEMBRO

Eu sempre lembro das minhas investidas, loucuras, aonde o meu lado prostituto falava muito alto, gostava demais desse lado, ainda existe, não quero deixar que meus ais ficassem no cais, saia curta, salto alto, colocava entre minhas coxas, minha boca ressecada pelo sal da maré, logo sentia doce do néctar,  risadas, muitas risadas, membros eretos, cabeça erguida, só no toque, aquele colocar de pés, dentre nossas virilhas, uma massagem gostosa, frio demais, ao lado vodka, nos embebedavam, o moço tocava o leme numa ânsia depravada, lua cheia, sobre um olhar faminto, apenas  nossa nudez, não desperdiçamos o tempo, não podia, que bravo rapaz, encostou-se ao leme, abaixou-se, passou a mão na água gelada, continuou olhando, com aquela barba bem feita, olhos verdes, abaixou a cabeça, banhou-se nas ondas, voltou, apenas para levarmos para casa.

TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA

EU TE VIRO NO AVESSO

Eu te viro no avesso e
Você pede para eu dizer
Aonde eu quero lhe fazer
Estremecer
Deixo-te incontida
Livre ai você me crava
Essas suas unhas grandes
Arranha-me desde abaixo dos
Meus cabelos até meus pés
Com uma força de fêmea que
Deixa-me pulsante o tempo todo
Profundamente gozada me permito
Que as flores exalam se abrem
Com as pernas abertas nos roçamos
Numa velocidade nossa e
Um novo encanto desconhecido a
Nós duas nos faz
Gemer inacabadamente até
Adormecermos uma sobre a outra

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 12 de agosto de 2014

NÃO ME VENHA COM HISTÓRIAS

Não me venha com histórias, não provoque a minha paciência, não me venha perguntar coisas tolas, nem me dizer M, a melhor coisa a fazer, é sussurrando delicias, molhar meu corpo, procura olhar-se dentro de si, deixar descer as ardências, não perca a doçura. Delírios, não perca a ternura, sobre ventre abaixo, de uma boca que te procura árida, louca, deixa fluir suas marcas, o meu gozo irá cura-las, entre minhas pernas, uma excitação escaldante, com gosto de mel, me abraça, não perco tempo, o prazer é altamente dominante, você não ver, está fugindo, escondendo-se, na realidade o que você mais quer, é sair desse casulo, deixar meu falo, faro, fazer você gritar ao mundo, do que mais necessita.

TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA