segunda-feira, 14 de maio de 2012
SERÁ A ULTIMA VEZ
a falta do acreditar em si mesmo
expande a terceiros como um raio que corta
as pequenas peles que tocadas eretas
explodem entre nossos pequenos pontos
sobre uma imensa demência da loucura
passageira que dobra as curvas dos eiras
e mata ao vento que sopra os ais ....
pegadas travadas em brigas contínuas....
sete dias é o nosso tempo aonde eu escondo
os seus ciúmes....tempo que sentimos que seria
eterno todo esse amor e sexo....inesquecíveis ....
mais basta entrar o frio para gelarmos e
passar pela rua do vizinho .....qualquer palavra maldita
ou colocada sobre uma língua que tira a ardência
de suas necessidades....a qualquer expressão
do verdadeiro gozo na boca aberta...amarga
a separação já não é mais surpresa será apenas a última
vem como um tombo e deixa em mim mais uma marca
eu sou romântica....sensível....amo amar você....me enlouquece
respeito o seu corpo respeita minha loucura
a sua mente.....as suas estradas.......mais amo
a mim primeiro
cheia de conjuntos que me tranco me calo
trancados a sete chaves...não sei aonde as coloquei
perdi até a vergonha na cara....mais quando entre minhas pernas
meu molhar me desce....prefiro de agora para frente
fazer sexo comigo.....
POESIA DE BEY CERQUEIRA
sábado, 12 de maio de 2012
EU NO MEU AVESSO
eu sou um avesso das quatro temperaturas do ano
eu só preciso saber que você existe
sobre meus momentos pacíficos ou não
o meu sangue é teu em todas as estações
TE AMO
no inverno eu fuço suas mantas e chego até as suas raízes
já na primavera me abro sem segredos
no verão eu viro o horizonte do mar até chegar as tuas
estradas
e as quatros em uma só ...desenha
nossos suores e lutas....quando cravamos
diante a distância.... que não nos deixa só
apenas mansa ao arder de tuas entranhas
no leve vento de outono.
POESIA BEY CERQUEIRA
sexta-feira, 11 de maio de 2012
SEM QUERER
sem querer vou me chegando perto de você
depois de um dia de trabalho
nossos corpos estão quentes...tomamos banho juntas
fazemos diversas brincadeiras até de gente grande
rimos
choramos
contamos contos
fazemos poesias
imaginamos coisas e nos completamos em nós
nosso segredo é a temperatura do que se pega fogo
e logo coxas mãos dedos línguas olhares se entrelaçam
ficamos numa sacanagem deliciosa tão gostosa
que vara a noite entra a madrugada toca o telefone
o celular e nem percebemos nada.....
não nos importamos com nada...a não ser em nos satisfazer
e ao meio dia com o sol rachando sobre nossa pele suada
levantamos queimando de desejos
POESIA DE BEY CERQUEIRA
SEU OLHAR DE FÊMEA
seu olhar de fêmea dilacerando minhas diretrizes
esse seu andar de serpente me fazendo meretriz
me dando rasteira em meu próprio ventre aberto
molhado ai eu cravo em sua boca o que de mim sai
grão da majestade que alenta atenta ao frio ao quente
levantas suas túnicas e que bela calcinha vermelha
em seus poentes você toa nessa longa estrada
meu carro em alta velocidade atravessa suas envergaduras
e se enverga a beira de um gozo eterno
e és tu então na pele que no suor do caminho
lambuzando o corpo ninho ao que nina em meus braços
em alta velocidade
POESIA DE BEY CERQUEIRA
GEMINA EM MIM
germina as suas escolhas por favor e
a sua fruta do pecado deixa sempre dentro
encostadinha nas minhas....feito conchas
em cúpulas que abrem aos lábios ao ser mordido
absorvo tuas pélvicas ao acaso mordo meus
seios e tu sorri....são tantos fetiches
entre nossos hábitos é só olhar nossos dedos
a palma de nossas mãos....
escondendo sobre um labirinto de água fresca
cremosa e límpida....minha língua suga as suas veias
entra invadindo até a sua alma e deixando a minha
pulsante na vulva das catedrais de minhas entranhas
sobre teu olhar atento....e apaixonante
POESIA DE BEY CERQUEIRA
quinta-feira, 10 de maio de 2012
MULHER QUE EU AMO
tua cor de jambo teu gosto de morango
seus absintos que me faz sangrar no embolar
me deixa ardida no silenciar da madrugada quando
nossas coxas em demasia se dobram se tocam
de bruço uma mulher ao meu encanto fazendo
navegar entre seus dedos as minhas poesias
fico posta e atordoada por essas chamas fervente
dentro de mim e me viro selvagem arredada
feito um cavalo puro sangue correndo no campo
louco desvairadamente atrás lhe pondo deitada
e lhe crava ao rego manso o sexo endurecido
as escolhas nesse seu palacete de fortunas e frutas
legumes e água fresca das quais até me embriago
a vinho tinto do teu lado em teu leito lhe tiro o manto
da vergonha e em cada gemido delicioso
fico mais sem vergonha mesmo e é isso que em deixa
sobre penas pesadas e que se dane a humanidade
com seus preconceitos....porque te quero mais do que quis ontem
e te quererei amanhã mais do que te quero hoje
você é o meu lapidar quando posta estou acima do seu lombo
e lhe beijando a nuca a boca e lhe dando um tapinha você
pede
crava-me meus cascos eretos e logo em seguida
encurtando as rugas que a suade de ti me deixou.
POESIA DE BEY CERQUEIRA
quarta-feira, 9 de maio de 2012
SAPECA MULHER
sapeca mulher em mim e me faz gemer
quando serena rebola gostoso em cima da testa
eu lhe pego pelas costas lhe faço ficar brava
me deixa sombria invocada sentindo a geada cair
me molha o short jeans e me tira a blusa com seus dentes
sinto a invasão de suas cortesias e minhas pernas se fecham
no balance da canoa nessa súbita erosão sobre uma mulher que
apenas dizia amém...
POESIA DE BEY CERQUEIRA
Um dia farei um soneto
Nada rejeito, num proveito
Amar,sonhar, saudades em branco
e preto
Soneto cortado, num pré texto
Sentir quebrado, na queda de mal jeito
Mais ânsias, por mil, aventuras
Relatando mais agruras
Inflar mais dores entre amarguras
Inverter as lágrimas em fagulhas
Deitar na cama, sem amar, sem formosura
Do mal feito, remediando, nas fases escuras
Tratando as marcas, no leito, em ataduras
Me recordar, impactada, nos espelhos
Contar as rugas, enquanto me sustenta os
joelhos
Caminhar, devagar,acomodada envelheço
Enganar, as estrelas e o sentir, na estreia
Dizer que a madrugada e a mais vil quimera
SULLA FAGUNDES
A MULHER QUE EU AMO .....SHEILA
voraz sobre minha fera que se esconde entre minhas pernas,
tenaz a voz que nos dá febre, entre nossas bocas, abaixo do umbigo, na dança do
ventre, que te engole, devora-me, com sua boca carnuda, molha-me na sua maré,
você e uma mulher em vigília, enciumada, mais que está escrita no meu ventre,
ele te proclama todos os dias, e grita apenas pelo teu nome, meu lapidar, tem
as marcas do seu dedo, dentes, e coxas, é mágico isso meu amor, tesão das
minhas vontades, meu fascínio, o teu sangue eu bebi dentro de uma vontade
louca, eu estava explodindo, meu clitóris estava pulsante, eu sou sua, veja
bem, não tenha dúvida disso nunca mulher amada minha, você é o meu diamante,
seu sorriso, seu olhar, meus desejos, nossos fetiches, não são qualquer um a
fazer, somos uma só, única, amo-te na profundidade de minhas entranhas, e lhe
escondo dentro de minha gruta, para que possamos viver um gozo, ímpar, pleno silencioso ao acaso, ao
inverso, do verso de nosso caso de amor.
POESIA DE BEY CERQUEIRA
RECADO DO RECANTO PARA BEY CERQUEIRA
Quando ao dizer teu nome meu coração calar
Corres perigo de chorar ... chorar pela minha
passagem, fim de todos nós
Quando olhares para o lado, seja qual for, e, eu
não estiver, corres o risco de chorar....
Uma ausência, breve, pois alem de ti.. de mim...
há um escalar além das vontades mas és capaz de mais
algumas luas junto a poesia
Existe um bosque onde colhemos flores lá estive
arrumando nossa casa
Não sabes, mas tem um riacho mágico onde moram
boas risadas
Moram lá olhos mágicos que antecedem as palavras
eles pronunciam os sentimentos... so que louvaveis
Lá onde mora a paz, moram muitas pessoas, não
ha pranto... só que não podes falar alto, e, nem eu
com aquelas gargalhadas, podemos ficar, é preciso
nos adaptar ao lugar
Não te contei ontem, vi meu pai .. minha mãe mas
eles pensaram que eu havia fugido de casa ...
Ficaram bravos! foi sim... e eu também não sabia ...
o que dizer, até não os reconheci muito bem ...
Apenas sei que lá estão muitas moradas, inclusive,
a paz sonhada de tantos a minha ... a tua ...
Mas antes que tu vá tens que ficar um pouco ainda, amor
aqui sem mim... tens que te acostumar .. é um lapidar
Porém nossa casa é lá ... ah!! nem deu tempo de saber
se a poesia se faz ... não ouvi som de das falas ... mas
a poesia nasce sem som .. como diz Gullar
Sulla Fagundes
terça-feira, 8 de maio de 2012
SAUDADE DE VOCÊ
saudade
que sinto sempre quando
te amava te olhando nua
após o seu pousar sobre mim
me
desfaço
por completa
em seu êxtase
que me faz ruiva no seu avesso do avesso
entre o meu sexo e o seu
em todos os teus arrepios e medos
eu os colocos dentre os meus meios
POESIA DE BEY CERQUEIRA
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