sábado, 31 de agosto de 2013

A ARTE DE SULLA FAGUNDES (SHEILA)


A ARTE DE SULLA FAGUNDES (SHEILA)


DANÇAR

Dançar eu quero muito com você
Permita-me essa dança minha senhora
Agasalhamos uma sobre a outra
Nosso corpo desvendado uma
Na outra
E no olhar nesse nosso olhar
Apaixonado
Colaremos nossos lábios
Até podemos falar a língua dos anjos
Mais a melodia nos deixa abaixo 
De uma grande nota só em 
Harmonia

PÓESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

SEDUZIDA

Seduzida por um desejo louco
Dominante totalmente denunciada
Pelo próprio corpo que pulsa
Nos pelos da pele o fluído do amor
Dentre os pontos delírios pulsantes
Latejante a uma grande consumação
Sobre  um imenso prazer de nós duas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

SOMOS COMPLETAS

somos completas
porque cada pedaço que vivemos
intensamente nos encaixa
nunca perderemos o olhar desejado
e isso ninguém tem o poder de nós tirar
o que vivemos, o que vamos viver,
ninguém tira, e saiba
nem o tempo é capaz de
vestir nossas almas


POESIA DE BEY CERQUEIRA

MEU PECADO

meu pecado 
ouça-me
porque quero vestir-me 
de sonhos
para não pegar as estradas 
novamente
tão longe esse amor  estou doida 
em gargalhadas
amordaçada no silêncio porque sou
 bicho do mato
selvagem com cheiro 
próprio do refúgio desta cela que nos
deixa culpada nos preenche no cio 
sangrento 
sobre rasto das mãos suaves 
ocupadas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A ARTE DE SULLA FAGUNDES (SHEILA)


PRESTA ATENÇÃO

Presta atenção 
Para que você possa me escutar
Tenha habilidades e me olhar
Com o olhar da alma
Sua frieza me assusta 
Antes de você me provocar
Tenta jogar no galopar o jogo
Do feminino faminto
Meu corpo inteiro vai ferir o seu 
Não atiça meu bicho ele não é manso
Desperta em mim essa louca 
Ou me deixa ébria 
Suave 
Deliciando
Uvas ocupadas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A ARTE DE SHEILA (SULLA FAGUNDES)


A ARTE DE BEY CERQUEIRA


AL JEARREAU (POESIA DE BEY CERQUEIRA)



SAUDADES
V
Súbita distante mais me querendo como nunca
Acorda mulher o tempo tá passando
Ungida pelas minhas mãos você existe
Desce dessa hipocrisia se despi me deixa te tocar
Assume seus tesões vem me crava seu corpo
Deixa eu te buscar
Envenenadas somos uma pela outra
Sabemos que adoramos o oposto no trem da vida

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

NÃO QUERO VIVER

Não quero viver nesse seu casulo
Quero que desperta deixe molhar 
Entrar muita água na sua caverna
A queda da água desta tempestade
Limpa eu me vesti do esperma desta tua
Estrada bruscamente arrancada de 
Meu sonho cavalga doidamente nessa
Minha garganta molhada noite inteira

POESIA DE BEY CERQUEIRA

ALUCINÓGENAS

Alucinógenas ficaram entre quatro paredes
Nossas envergaduras magias sem vergonha
Dominadas totalmente por diversas posições 
As portas entreabertas pernas que se cruzam
Aperta na orgia seu útero treme fêmea que sangra
Brasas queimando soprando poros (em) entre ventre 
Meus vens meus vais com força sobre seu corpo
Que minha mão nas suas marcas aperfeiçoa

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 25 de agosto de 2013

ELEGANTE

Elegante sapeca mulher
Cheia de mentiras dormindo
Belas pontas cruzando sobre
Um vestido vermelho gruta aberta
Deliciosamente numa posição 
Pedinte eu só olhando 
Senhora desperta
Por que não quero assustá-la
Mesmo adormecida exala o cheiro
Do vinho bastante antigo

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

SEXO ARDENTE

Seu sexo ardente sobre meus atalhos
Passando-te gelinho queima as entradas
Decisões alucinógenas com cheiro de cama
Cravo-te meus dentes
Passo-te gelinho
Tu és faminta te pesco
Que quem vai nos combater
Roçamos saudade de você
Por isso procuro outros corpos
Ruelas becos mais saio tão só
Germinada em cinzas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

SONOLENTAS

Sonolentas nós estamos com ar de inocência
No quarto trancadas detalhes nos faz deitar
Lá fora o vento bate na janela abre frestas
A luz da lua nos faz dançar uma sobre a outra
Encanta o secreto desejo do costume
Tava frio mais a emoção nos esquentavam
Escutava ao longe uma suave melodia 
Do mar batendo na areia
Esfriando nossas têmperas
E começamos a nos esquentar como bambu
Que se curva ao vento mais não se quebra
A cama desfeita 
Trêmula peguei você pela cintura 
Amontoadas cobertas que entre nossas pernas
Aquecia-nos e começamos nos embalar
Logo os sinais começaram aparecer
Essa voz rouca no meu ouvido me tirando do sério
Apanho-te no ar de faço cavalgar sobre meus lábios
Aquecendo-te no meu corpo quente com aquela ternura
Desse amor latente ....desse amor amante

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DA PRÓPRIA JUVENTUDE

Da própria juventude não podia ser a mais transviada, a noite era uma estrada sem fim lucrativo, meu travesseiro, um ombro qualquer deflagrado por mim, tantas mulheres, aleatoriamente num jogo sujo, noites inconsequente, que não faltava era gozo muitas vezes nem meus impulsos me causavam medos, jovem tinha um apetite de leoa, sem fim, meu sexo não me obedecia, rolava muita bebida, muita dança, sobre tablados eram tantas, nuas, lindas, meninas talvez com seus pontos tão abertos que não conseguíamos perceber,  aquela rua escura, Riachuelo, germinativa, trem da vida, ali encontrei grutas envenenadas e mortas, úteros dilacerados, olhares de amor. 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 20 de agosto de 2013

DESPRENDE

Desprende sobre o meu orgasmo
Deixa descer sobre suas coxas grossas
O sangue até seus pés dos quais
Começo as carícias mais avantajadas 
Roça em meus ombros seja incerta pesa
Deixa descer o liquido geladinho
Sobre o meu corpo quente enverga
Deleita feito um compasso rápido
Cobrindo desde o pesco sobre a sua cintura
Aperta minhas costas morde minha nuca
Para de falar não se desprende há tantos
Atalhos a percorrer seja cruel porque estou
Faminta e vou invadir suas linhas das quais
Me dispo do quanto lhe quero

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

OLHA AQUI

Olha aqui eu lhe ofereço uma mesa farta de sexo, peco no meu inconsciente, conscientemente eu lhe capo,  não quero saber das consequências que viverá entre nossas pernas, esfregadas na lama, imã, de febre que assola nossos corpos, volta, venha aqui, me deixa atacá-la como gosta, seja minha curva mansa, abrirei sua flor, invadirei pisarei suas matas, mordo suas festanças, sobre nós duas, jogarei erva daninha, para matar o cheiro de peixe morto, aberto sobre nossas carnes famintas, eu não sou hipócrita, acho que precisamos de uma noite daquelas que já vivemos, plenitude, se é pecado, que se dana então a sua hipocrisia, porque você me quer, mesmo que seja dentro de um armário vazio, me olhe com fome, indiscreta avassaladora, sobe em cima de mim, é a própria volúpia das mais meretrizes que eu já tive, suas fendas em minha língua, queima, você me crava, desprende seu ventre trêmulo, escorregadio em minhas coxas.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 18 de agosto de 2013

MANIPULO

Manipulo conduzo você sobre minha boca
Abraça-me como se eu fosse única
Já no tempo planto diversos movimentos
Amaciando suas rugas fundidas em mim
Sobre nos paira nossos pecados
Plenitude cruel apertado pelas nossas coxas
Escutamos baixinhos gritos e gemidos
Sangra ao meu orgasmo mesmo sobre
Uma história antiga

POESIA DE BEY CERQUEIRA