quarta-feira, 15 de agosto de 2012

TEM UMA PARTE EM MIM


TEM UMA PARTE EM MIM

tem uma parte em mim perigosa (meta)
de mim vencendo as teias ajoelha-se
deixa minha loucura penetrar enterrada
nos escombros vazios ao punho apunhalado
do cuspe para amaciar a entrada a sua gruta
sativamente passo pela sua película endurecida
como um fogo mordendo fazendo explodir
o seu vulcão morto .....marcas pelo joelho
deslizo sobre suas ancas entreabertas seu umbigo
raso fenda da qual eu possuo abaixo ventre
luz funda-se sedenta uma mulher qualquer
que no avesso o ponto crucial descerro sua
fissura mesma com as suas pernas cruzadas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 14 de agosto de 2012

EM SUAS VONTADES


EM SUAS VONTADES

em suas vontades lhe deixo meu apego
tesão
pela falta da grana lamento por não pagar-te
o seu preço que lhe convêm para lhe ter
....por isso voa siga o seu caminho saia da gaiola
arrasta-se pelos ruelas grita por toques mais fortes
embebesse procure suas tropas....não venha a mim
nunca mais....eu lhe fiz gozar demais perdeu o encanto
mais quando não encontrar o que procuras tiver ao chão
lembre-se de mim....curarei suas feridas te darei desejos
lamberei suas entranhas sugarei seus seios cansados
lhe deixarei novamente em pé tipo uma mulher digna
para outros (as) te sustentarem....minhas marcas já estão
em você...meu cheiro jamais iras esquecer....
novamente a mim posta sobre seus belos fetiches
em minha testa avantajadas....esfrega até corta com a navalha
uma vala qualquer entre suas pernas para lhe fazer gozar.....
colocarei ao seu jeito as algemas te chicotearei
você merece......o que desejares depois
mansamente deitar-te-ei sobre meu corpo nu num quarto
escuro até amanhecer....seremos ao queimar do sol
a janela aberta um cigarro aceso borá fumar em seu rosto
vou beijá-la vou tocá-la.....levantar teu ego....te colocar em pé
pegar o que de mim você tomou ....que foi a forma de possuí-la
como quem adormenta o feto sobre o braço
no vai-vem dos nossos laços arrebentados,


POESIA DE BEY CERQUEIRA

FERE-SE QUE SE FODA


FERE-SE QUE SE FODA

fere com palavras ferinas
como se tivesse o direito de  invadir
as minhas feras escondidas de vergonha
as quais a guardo dentro das suas insanidades
egoísmo incerteza destreza de uma mulher
cheia te vontades delírios amante da noite
não te atinjo no côncavo e no convexo de acaricio
seus “eus”  nos meus desfalece...me espalha
deixa meu corpo marcado joga a toalha
limpa o sêmen esconde o sangue da porrada
entre suas pernas no ponto lhe mordo
marca das feridas em minhas costas...pela dor do seu teso
cravadas o sol queimou a própria vergonha...
um punhal mais uma vez me foi cravado
estava bêbada numa rua escura acalentada pelas paredes
sujas imundas de vômitos daquelas que sentiram muita dor
docemente tentei lhe tratar....por todos os sentidos
palavras atos febris você me atingiu mais uma vez
em minha carne curvei-me eu enterro de vez  os entraves
das coxas musculosas da sua boca carnuda
da pele cheirosa de uma mulher que eu confiei tanto
que tanto amei....!!!!!!!!!!!!!

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

ASSIM DESFRUTA


ASSIM DESFRUTA

assim aberta desfruta
fruto odor fundo fechado
grinaldas a roda baiana
ajoelhada range seus dentes
abaixa a fonte veja o seu templo
olhe no espelho veja suas marcas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

NÃO SEI


NÃO SEI

não sei o que queremos, se pisamos em pedras, amassamos vidros, ou gozamos em óvulos, amortecidos, mortos, mordemos corpos estranhos, sugamos leite queimado, nadamos morrendo sufocadas pela areia da praia, endurecemos mamilos enrugados, seios de uma potranca , ou vaginamos desordenadamente, beco escuro, porrado pelo whisky na cara, com o cassete entre as coxas, lambendo as temperadas, quebradas, se embora ao tempo roçar, término temeu seu exílio, um termômetro quebrado, desfolhado aonde não se sente mais a temperatura de duas damas, deixou-se pelo jogo do corpo, ocupar joelhos desviados, cravando a cara entre eles, trocando seus toques afeminados, por almofadas, dedos atrofiados, entre uma longa história, perturbada, já passada, pelo mastro brocha mais afiado.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


domingo, 12 de agosto de 2012

A ARTE DE BEY CERQUEIRA





TOQUE-ME


TOQUE-ME

nas suas exterminadas
sem casa sem beira
sem ais sem cais
apenas
da madrugada minhas entradas
toque-me com suas gotas
emoções caminhos vontades
soletra a fome que sentes
engole-me boca pequena
me feitiça com o seu olhar
meu queixo lhe tocam
no bico apertando me alimenta
sou sua criança
inconfessável nesga lua sinto seu cheiro
narina pura seu gozo lambuza
pétalas
arromba suave
o seu animal grotesco
renitente
abro-te lhe
ponho em mim
na beira no cais em casa

POESIA DE BEY CERQUEIRA

TOQUE-ME

TOQUE-ME

nas suas exterminadas
sem casa sem beira
sem ais sem cais
apenas
da madrugada minhas entradas
toque-me com suas gotas
emoções caminhos vontades
soletra a fome que sentes
engole-me boca pequena
me feitiça com o seu olhar
meu queixo lhe tocam
no bico apertando me alimenta
sou sua criança
inconfessável nesga lua sinto seu cheiro
narina pura seu gozo lambuza
pétalas
arromba suave
o seu animal grotesco
renitente
abro-te lhe
ponho em mim
na beira no cais em casa

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 11 de agosto de 2012

QUE SABOR GOSTOSO


QUE SABOR GOSTOSO

que sabor de rosas leitosa
mulher saborosa me delicio
nessa dança dengosa aprecio
preço do ácido pêssego charmosa
nus os corpos anus em prós avesso
doce pedra escorrega devagar
que mordo trepida ao ar que
sufoca meus poros nessa garganta
profunda prosa gozo
sedentas memórias no jogo tempo
dolente ocupada
vistosa
entre as coxas duras uma longa história
dolente masturba entre meus entes
meus dentes me morde

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


Sulla Fagundes poema - Ilha dos versos




ILHA DOS VERSOS

Reside o poeta em devaneios
Nas madrugadas, cada estrela o encanta
Um mar de emoções
Entre as ondas molha os pés a beira mar

Assiste as sereias, encantamento delirante
Poeta
E sua nudez total, quase imoral  a compor
suas crueldades

Entre  versos que embrulham as emoções...
Se desfaz em orgasmos enquanto a natureza
o assiste
Tão só e tão somente acompanhado pela arte
de desnudar a poesia...
Desfalece

Poeta
Salvação da arte, imortaliza a mais bela delas,
a sagrada poesia
Eterna arte inacabada
Já grisalha as temporas, o tempo, que passa

Acomoda-se na varanda do pálacio onde a cabana
se transforma ...
Transborda-se quase que ao relento, o talento
que o traz cativo, algemado a rir-se como tolo ou
louco ...
Poeta que é  tudo que  inventa, nas suas auroras
na sua ilha,
Quando pensa falar de si

sulla fagundes

AS VEZES


AS VEZES

todas as vezes que eu me deito em você a cada puxar de pernas
desejo que o mundo para de sentir ....próxima a mim esfrego
compartilhada aos seus mamilos durinho que sugo
atravesso sua alma toco seu ponto fraco a
excitação de um ser face as bocas as mãos molhadas
um olhar de fera se escapa a boca ao toque a outra abaixo
penetrada ao que o seu grito me revela ....desvenda as palavras
eu a amo com todas as minhas forças....músculos....sensações
somos verdadeiras ereção conjunto posto numa mesa farta
de saladas e legumes...algemas.... ao nosso gosto

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A CADA SUSSURROS


A CADA SUSSURROS

a cada sussurros a nós duas jogados
vem gozo espalhado cheiro afrodisíaco
nesse fogo de mulheres apanhadas
queimas aos cuidados não diz deixa e vem
façamos nossas insanidades nas madrugadas
ao sol brilhante janelas abertas vizinhos
espia em cinzas na parede que os roçam
desperta porque eu lhe respiro galopa
sobre mim palavras malditas embrenhadas
fêmeas abatidas no chão expostas acorrentadas
em diversas poetadas dedilhadas que se socorrem

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

NÓS DUAS


NÓS DUAS

ah!!! que delicia ter você sobre os
conteúdos dos meus não nada apenas
aborta-te no meu vem cá em minhas
eternas ousadias fantasias fetiches
que sabemos enfeitar como ninguém
possuir-te por inteira desvendar os seus
dentre os meus mistérios engolir mordendo
até as raízes dos nossos piores demônios
expostas posição de feto eretas  
será o meu maior prazer....você é o meu amor
ardida vermelha sangrando ficaremos sempre
entre nós duas ao seu redor vibrações eternas
deitar na sua cama casalando jornadas de pernas
nossas entradas vivas somos uma só
espiadas.....empinadas ......

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ARTE DE QUEM SABE FAZER ARTE


SOU LOUCA POR VOCÊ


SOU LOUCA POR VOCÊ

quero ser o seu licor
a luz de vela bem baixa
quero o abajur aceso banhar-te
com framboesa dando em minha
boca a sede de uma saliva felina
quero tocar minha língua sobre cada
palavra maldita saída do seu tesão
sentir o seu sensual embriagando-me
posta dentro de minha boca ensaboada
ao verbo fode a mim por todas chegadas
da vestes mãos toques de duas molecas
selvagens cheias de impudores malícias
os becos são poucos para nós duas
eles gritam nossos nomes
beijo a ponta da sua língua e a cada
lambida levanta impulsos nervos ficam
erguidos fortes e nós duas satisfeitas
desperta suave calma brava ao mar
revolto as têmperas de nossas vísceras
depois das dez da noite varando
a madrugada inteira....sou louca por você

POEMAS DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 7 de agosto de 2012

RASA PROFUNDA....


RASA PROFUNDA....

Rasa profunda me rasga meus dedos se fartam, carne macia músculo suor, ereto em duro êxtase, paixão eterna, excitação rara criada, aliciada, amaciada, ao seu dono feitor farto, que lhe amansa na pele nua, que lhe bate na cara, que suga seu corpo, se delicia, mantra sangra rasgue sua roupa, masturba, senta, joga-se no lago, queima pele loba, enfeitiça o mar de dobras, arcos flechas te acertam te põe aberta, deito-me sobre sucos, seus lábios abaixo arranha-me, pernas apertando minha boca, que se encontram, inteira, tocada, sagrada em meus momentos, ouvidos, esporas que lhe fincam as nádegas, fazendo você voar pela mata virgem, a que lhe espreme sua cara, em seus membros cansados.

POESIA DE BEY CERQUEIRA