quinta-feira, 10 de abril de 2014

TUAS VONTADES

Tuas vontades em meus delírios
Provoca seu lado fêmeo selvagem
Um cio risca meio escaldante quente em 
Minha boca num olhar de 
Cumplicidade nesse meu corpo que 
Pulsa ofegantemente

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 9 de abril de 2014

QUANDO ERA MENINA

Quando era menina foi minha, intensa, nas entrelinhas das minhas coxas, endurecido sempre que a tocava, com força, mostrei-lhe com leveza tantos caminhos, sentia seu cheiro, até seu suor me fazia tremer, na minha cama, ainda moça foi cúmplice desse meu desabar, dessa minha entrega, em fazê-la sobre meu corpo de homem, uma mulher,  sem fantasias, nesse mundo de emoções, naveguei dentro dela, arrebentei meus poemas, numa tranquilidade, de um piano afinado, soletro teu nome até hoje, digo a você, que conheço-a como ninguém, até o avesso do avesso, de fora para dentro, essa mulher hoje como sempre linda, cheia de dedos, segredos, me deixa mexido, mexe com meu libido, desarruma meus hábitos, arrepia meus poros, me deixa fraco, eu a quero tanto, como homem que sou, a desejo tanto, desejo fazer amor com seus amores, aqueles amores que apenas um homem senti, as reticências estão abaixo do meu umbigo, em minhas mãos, ao tocá-la, beijá-la, faço propostas a beira rio, preciso matar minha sede desse tesão tão antigo...., e como homem finjo (insisto) sorrindo, em acreditar nas suas promessas.

(TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA)

terça-feira, 8 de abril de 2014

EU QUERO GRITAR

eu quero gritar ao mundo, que eu não tenho casa, nem rumo, nem raça, nem me apego a estrada, corro ao mar, galopando feito uma adolescente desenfreada, solto as vendas, abaixo ventre, deixo chorar minhas fendas, molhar o arreio, descendo entre minhas coxas, me deixo cantar pelos cantos, deixando a língua das ondas, feito gelo, passando por mim só, também falo sozinha, até com o meu espelho, afinal ele me entende, dentro do meu quarto, me exponho, me disponho, me deixo levar, me arrasto pelos cantos, ah! Essas paredes, que me esfria, mordo minhas unhas, mais não machuco meus dedos.....

TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA

SE AFUNDA

Se afunda
Perde o rumo
Cruza as pernas
Fica brincando
Te pego na curva
Seja imprópria
Adolescente  
Secreta
Adulta 
Tenha-me no seu vão
Na fenda boca barganha
Aberta 
Pétalas
Venha indecente
Entreaberta sobre a
Minha língua que sangra

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 7 de abril de 2014

QUANDO ME TOCO

Quando me toco nas minhas sedes
Sobre um calor infernal que me molha toda
Inunda os lençóis com as poesias 
Escaldante de suas lembranças
A marca do meu corpo nu na cama
Seguro-me,  nas beiradas da grade 
De minha cama que me mexe 
Aplumo minhas coxas enquanto sinto
Suas mãos deslizando nelas
Mostrando-me todos os seus caminhos
Enquanto você dorme

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 6 de abril de 2014

VÍDEO POEMA



IMPULSO

Enquanto meus impulsos gritarem
Não posso prometer nada
Eles são fortes demais
Inconfessáveis até
E por ironia minhas emoções
Está na película da minha pele
Cruzamos nossos caminhos
Apesar dos olhares mirarem horizontes
Diferentes eu nem queria
Mais não esqueci tá difícil
Ainda bem que existe outro dia...

POESIA DE BEY CERQUEIRA

NEGA

Nega sempre o que sentis
Nega que deixou de me amar
Pode negar porque eu me sustento
Tuas vontades eu sinto aqui
São tolas as palavras 
Minhas declarações em teu corpo
Você já tem

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 5 de abril de 2014

VÍDEO POEMA DE BEY CERQUEIRA


IMPULSO

Enquanto meus impulsos gritarem
Não posso prometer nada
Eles são fortes demais
Inconfessáveis até
E por ironia minhas emoções 
Está na película da minha pele
Cruzamos nossos caminhos
Apesar dos olhares mirarem horizontes
Diferentes eu nem queria
Mais não esqueci tá difícil
Ainda bem que existe outro dia...

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE BEY CERQUEIRA



IMPULSO

Enquanto meus impulsos gritarem
Não posso prometer nada
Eles são fortes demais
Inconfessáveis até
E por ironia minhas emoções
Está na película da minha pele
Cruzamos nossos caminhos
Apesar dos olhares mirarem horizontes
Diferentes eu nem queria
Mais não esqueci tá difícil
Ainda bem que existe o amanhã.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 4 de abril de 2014

E O PRINCIPE

E o príncipe encantado emanando com seu dedilhado, encantam a todas no seu ritmo as veias, pulsam, atravessam os anéis que enfeitam os seus desapegos, segredos, e ele vai de mansinho, afogado, aproveitando o bailar dessa dama encantada que se apoia em sua coxa, entreponha suas gentalhas, passa fino sobre seus pequenos afincos, arranhando desafinando, num corpo oco, que lhe toca, mais não perde o compasso, do abraço, dessa mulher que ele ama.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

MEUS SENTIDOS

Meus sentidos se movem com força
Quando sinto a sua presença em mim
As madrugas são piores
Meus tremores aumentam sem medo
No inconfessável confessionário de
Mim mesma sobre as pontas dos
Meus dedos meus cabelos arrepia ao
Sentir seu cheiro ao meu toque
Das suas vontades 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 3 de abril de 2014

uma foto antiga



uma foto antiga

eu sei que a foto é antiga, mais a sua beleza é muito maior por dentro, o seu reflexo é a sua alma gritando...

FRASE DE BEY CERQUEIRA

CANTA

Canta o encanto pelo canto da sua ternura
Lua cheia o tempo todo quarto escuro
Inverso nesse avesso do seu espaço me assusta 
Cobranças jamais nesse momento até por que eu
Invento um sonho em mim mesmo a sua história e por minha culpa
Alimento sem querer dentro de mim o que quero gostaria que renascesse 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

MERETRIZ

Meretriz 
Sedutora, 
Provocante
Deliciosa
Arde-me a pele
Roça e me 
Transborda 
Transporta-se
Sussurra
Diz aonde quer
Transpiro 
Transbordo
Sedenta
Subjugada
Ávida
Árida
Louca por ti
Descansa em mim
Fêmea pudica
Me gasta 
Pulsa
Fenda aberta
Suga-me
Cansa-me
Esfrega com força
Lentamente me abro

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 2 de abril de 2014

QUANDO UM SORRISO SE ABRE

quando um sorriso se abre, faça prosa, pose, joga os cabelos para o lado, e no encanto desse pomar nasce uma menina adulta, brilha além até da lua, vem a  puberdade faz-se uma música, até os pássaros se encantam pelo simples aventurar que sobrevoa em nossas mentes, eles assobiam uma ternura, esperando que a beleza se apluma, se firma quando chega a primavera, nessa próxima etapa que se chama mulher.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

SINTO

Sinto seu aroma
Embrenhado nos meus
Ombros suave maresia
Úmida culpada nesse jogo
De refúgio
Enches minhas ancas
Tens tesões sexuais 
Masturba com as minhas  palavras
Troca bem baixo o meu nome
Ouça o meu corpo
Teso 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 1 de abril de 2014

AS VEZES PREFIRO

as vezes prefiro nem me decifrar, muitas outras vezes, prefiro não abrir a porta do armário, e ver meu rosto, acho tão engraçado quando nos escondemos de nós mesmo, quando procuramos desculpas para não encararmos o que sentimos, as vezes prefiro quebrar tudo em cima da mesa, gritar palavrões, ou ficar num canto esperando tudo passar, as vezes nem sei exatamente o que quero, mais quando sei, esqueço, mais uma coisa eu digo, pode passar o que for, entrar um passarinho pela minha porta aberta, que não vou conseguir voar.

TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA

ANTES DE

Antes de você me povoar, provoca, apenas murmura aonde vai me deixar despojar-te em ti, antes que eu me enlouqueça sobre sua nuca, ouça o que eu lhe imploro,  alongando em sua cama, em teu corpo, rastreando cada ponto, como uma gaivota, não quero ter juízo, ficar sóbria, quero me embriagar nos teus seios, peço que me arranha, você nega, peço que me aperta, você fica mole como uma gata no cio, revirando-se e se apluma sobre minha boca, roça, exalando cheiro de uva, sobre a beira de minha mão, jorrando o mel,  latejando espinhas, roço em suas coxas, suas estimação sente, ocupas, refugio, são tuas presas, me preenche, encaixada em mim, como uma grande dançarina, ao amanhecer nos olhamos, nos enxergamos, fato, confissões foram feitas, sem promessas, sobre carinhos trêmulos, intensos, nossos lábios novamente, no galopar me faz rastejar-me em suas   costas, quentes, (des) pida (pedida), aonde me deleito em sua permanência, me curvo na sua ausência.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 31 de março de 2014

AMO-TE

Amo-te com a força das minhas entranhas, no apertar das minhas fendas, amo-te sem medo do grão que fecunda da sua parte em outras terras, amo-te sobre a força da colheita, como mulher antiga, plantada sobre meu ventre fértil, num tesão único entre  duas fêmeas que se inverte, envergam, esfregam, ao avesso da leitura linda partitura cheia de magia, e dedilhados, sugando nossas curvas, veja mulher desejada por mim, amo amar esse velho amor antigo, amo cultivar dentro de mim, aguar todos os dias esse desejo rústico.

POESIA DE BEY CERQUEIRA