sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

SEDUZA-ME

Seduza-me com seus acanhamentos
Encharca-me com seus desejos
Dedilha sobre meu corpo nu
Usa-me no tempo exato
Salienta meus pontos fracos
Amacia-se em mim que eu 
Me adentro 
Em ti

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE ERIKA ASSAD


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A ARTE DE ERIKA ASSAD



O QUE ME RESTA


O QUE ME RESTA

o que me resta é apenas o desejo de ser amada, eu preciso encontrar a minha cara metade, não estou enlouquecida, apenas me escondo e me defendo dos que meus anseios, desejos, não quero jamais pronunciar-me nas vendas, embebedar-me pelos botequins, prefiro ser uma lenda, assim me convenço de mim, me satisfaço, com tantos artifícios, olho-me me amo, espio-me no espelho, me vejo cortada, quebrada, sou a própria carne, me banho de vinho, espuma, sou a própria vida, tentando amar 

(TEXTO DE BEY CERQUEIRA)

QUERO ME INTERPRETAR

Quero me interpretar
Entender esse sufocamento
Que eu vivo dentro em mim
Oca tendo que sustentar 
Meu ventre com alguém  
Para não morrer pela sua
Ausência 
Eu quero me enganar
Transportar numa estrada reta
Desejos fúteis 
Sair da realidade tocando a
Alma de quem primeiro aparecer
Desfrutar também do corpo
Para matar dentro de minhas
Entranhas um urgência que se 
Chama tesão depois quero apenas
Dormir só 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

GEMIDO

gemido vadio
desvairado meu ouvido
lambuzado
barco em rumo
pego o taco
cais fede nosso prazer
tesão na brota
navega mar limpa
com fome lambe
come frio
pares mares bravos
recompõe nos duas
no cio

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A CADA GOTA

A cada gota que desce sobre suas 
Pernas que eu bebo sem tortura
Nesse momento que todos os meus
Anseios eu chego a me esquecer 
É sobre esse momento que desperta toda
A minha fúria 
Espera tanto em te ter novamente
Eu posso até errar mais preciso
Da sua verdade cachoeira braba 
Fonte gelada
Brota da verde mata uma maça cortada
Ao meio são as suas vontades
Prometo que vou saborear e tomar
Conta do seu corpo
Nessa minha insônia nesse calor
Um lago perfeito lapidado 
Eu te imploro que jorre em minha boca
Mate minha sede misture à tua
Até o amanhecer nesse encaixe
Surreal gota por gota

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE ERIKA ASSAD



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

PRECISO

Preciso de me sentir livre
Com uma nudez que me revela
Convença a mim do que preciso
Saca (na) na cama comigo mesmo
Desejando 
Lambendo
Lembrando
Despojadamente 
De nós duas
Preciso disso
Colando buscando
Minhas vísceras
O pulsar das veias
Adormeço

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

EU QUERO

Eu quero a sua nudez porque adoro ser torturada, eu quero abusar da liberdade sendo sempre libertina em mim, eu quero ter medo de amar porque quero desejar você devastando todo o seu horizonte, destemido de outra mulher sobre nós duas, quero ser sacana flutuar de promessas não cumprindo nenhuma delas, assim serei tão vadia que você vai lamber meus pés, e eu jamais esquecerei de ti.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

EU ATÉ ACREDITO

Eu até acredito que você não me quer
Mas porque sinto você me seduzindo 
Posso até acreditar que não lhe convenho
No entanto (entre) as coxas descem 
A gota que nos alimenta
Seu corpo suado deslizando tocando em mim
Faz-me crer que você está destemida 
Por mim e eu a ti consumo
Até posso acreditar que suas fontes são
Outras, mais porque sinto no meu íntimo. 
Você nos mais profundos pontos 
Em mim dos mais sensíveis o seu cheiro
Acredito que os seus segredos lambidos
Tortura os meus queimando minhas entradas
Agora eu sei assumo que és só
Alimenta-se de madrugada em mim
Dando-me a sensação do ser que
Vem da sua fonte apenas para matar minha sede
Acordo afagante meio tonta sem entender
Porque sinto tanto o seu cheiro em mim

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

QUERO MAIS

Quero mais, enfia tua língua, tua brasa.
Teu corpo minha luxúria vou brincar a 
Madrugada toda sem hora sem tempo
Sem demora, para quer pressa.
Nós conhecemos teremos outros
Segredos para viver silenciosamente
Alimentar do seu tesão 
Bastante paciência vasta profunda
Tenho fome de ti porque arde em
Minha boca seca amaciando-a 
Para mordê-la engolir seus mamilos
Passando meu corpo nessa dança
Que a muito não tocava
Teu gozo tem doce de morango
Venha para minha cama não demora
Toma posse de tudo desse corpo que
Você já tanto deslizou três horas pouco 
Do avesso eu preciso de mais horas
Meus dedos estão inchados sua vulva
Encharcada exponha-me se solta 
Solta exposta abre-se que galopo segurando
Seus cabelos mordendo sua nuca
Dança sobre meu ventre eu guardo segredo
Acaricio seu clitóris livremente de tarde
Saciadas de mãos dadas vamos marcar
Sem pressa outro encontro para que
Possa beber na minha fonte

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A ARTE DE ERIKA ASSAD




A ARTE DE ERIKA ASSAD



EU TENHO

Eu tenho a sensação que não
fui feita para ninguém,
sou assim livre,
em busca de um pouso,
o galho sempre quebra,
continuo nessa estrada de chão,
sem rumo sem beira, descalço,
queimando na poeira,
vou beirando no riacho
para lamber meus pontos,
que dói, e continuo só,
numa cama vazia, quente,
meus dedos tocam em
um piano, só,
solando uma melodia,
mel de beira,
que queima no asfalto,
cana, a beira de uma voz,
acordo, suada, de cara lavada,
a frente as paredes, brancas,
enquanto meus gemidos
espantam os meus demônios ....

Bey Cerqueira.

QUERO FICAR EXPOSTA PARA VOCÊ

Quero ficar exposta para você
Desde que você deixa eu te
Usar sendo simplesmente
Desmedido alimento do meu prazer
Deixa te dedilhar até a ponta do seu
Ventre abrindo-a
E te devassar a noite inteirinha
Ai me exponho para você

POESIA DE BEY CERQUEIRA

QUERO QUE ME RABISQUE

Quero que me rabisque com a ponta do seu salto alto, quero que morda minhas costas, me tranca em suas ancas, me deixa embriagada nessas águas, gelada, por favor, abaixo está muito quente, pega gelo aperta entre suas entranhas, no fundo, está muito quente, meu corpo sente as chamas, de sua  fera desenfreada, tomamos vinho, o seu poder entra em mim, e eu desprotegida reajo nessa sua lucidez com minha loucura insensata, esfrega em minha cara, arranha meu rosto, escorrega, num único tesão desse bálsamo, colocado neste pote cheio de paixões, amor, prazer, em tocas ruiva a loba, a égua geme a dor do parto, numa harmonia, pequeno fardo, encaixando nas suas nossas metades.

POESIA DE BEY CERQUEIRA