quinta-feira, 15 de agosto de 2013

COMO EU TENTEI

Como eu tentei
Tentei endereçar-me a você
Tentei esconder todas as suas andanças
Mentiras enganos escolhas
Tentei não escutar seus gritos
Esconder o ódio que brilha em seus
Olhos carentes de mim dentre
Tuas vontades eu tentei me esconder
Tentei sentir a sua fome seu frio seus medos
Tentei entender porque me busca nas madrugadas
Tentei buscá-la no poço da sua ignorância
Na minha arrogância encharcada
Tentei levantar o tesão morto num corpo  
Frio numa cama gelada no oba  
Oba no quebra pau de um barco furado 
Tentei aveludar-me a você 
Tentei te passar carinho cumplicidade 
Só levei pancada nessa estrada de buracos
Tentei, tentei até te enxergar como antes
Poetizar ruminantemente os meus pensamentos
Tentei fazer de você um ser humano saudável
Que entrasse com a força de uma mulher
Novamente em mim tentei que renascesse 
Cansei, cansei de acordar sozinha
Cansei de dar boa noite ao meu travesseiro
Ah!!! Se eles não existissem?
O que me consola é que tentei.... 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

ENCOSTA-TE

encosta-te a mim que eu vou te tocar
quando encostei em você num ponto de ônibus
queria apenas lhe dar um abraço de despedida
um beijo talvez um até logo até mais tarde
até ano que vem....quem sabe?
levei um empurram todos viram
adormeceu ali o sol apagou meus olhos
baixo lacrimejados testemunhou
amanhã no outro dia acordava de novo
junto com o vulcão que explodia minhas
entranhas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

MEUS LÁBIOS

Meus lábios ainda sentem
Sua permanência 
Diz-se que a cada toque
Soletra o seu nome mais sinto
Como se eu estivesse com fome
Meus arrepios tremores temores
Sufocam minhas emoções que eram
Só sua num olhar de cumplicidade
Neste espelho na tela da mente
Num segredo de pensamentos
Carinhos que te vestem, ou melhor,
Vestia-me 
Enquanto esses anos passaram
Não consegui me enxergar 
Distancie-se de mim pode-me 
Negar difamar caluniar não me importa
Mais porque eu sei voar 
Sair das tuas garras
Faz parte da minha vida

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 13 de agosto de 2013

ME ATIÇA

me atiça
me livra
vira
sente dor
em mim dói
queixa-se 
isso me excita
deixa minhas mãos
afrontá-la 
minhas narinas
cheirar suas entranhas
meu joelho lapidar tuas fendas
perpetuar-te
marcar suas coxas
com meus dentes
esfregar-me sua vulva
até sangrar e depois
lamber seu sangue
adoro!!!!!!!!!! 
vou apertar suas curvas
dança
rebola
morde-me
arranha-me
devora-me
meus clitóris 
avantajado
sente
lambe
chupa
vou te venerar
puxar seus cabelos
amarrá-la na cadeira
inclusive seus pés
morder sua barriga
enfiar a língua no seu 
umbigo
penetrar tuas cavernas
abertas 
invadidas
habitadas
sugar
desenhando 
contornando
tomando posse

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

ADORMECENDO

Adormecendo sobre meu ombro
Vira a cabeça encosta-se a mim 
Beija minha boca
Vamos juntas aguardar o sol aparecer
Deixando-nos queimar sobre toda a madrugada
Encosta-se em mim te quero muito
Quero-te tão bem sobre desejo 
Que sai do teu olhar
Sobrevive a terra que lá fora chora
O tempo passa rápido demais....
Cede suas aberturas deixa-a aberta 
Para que eu possa toca-la por que
O Sonho me alimenta
Faz de mim o queres seja uma inventora
Dos meus próprios anseios em suas
Vontades coloque-as em mim me faça vibrar
Como uma sobrevivente em um país 
Qualquer distante estranho

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 11 de agosto de 2013

UM BELO ANIMAL

um belo animal cheio de azes 
totalmente demente em minha boca
são belos seus seios mamíferos
bravo
encanta meus poros de amores
alegra minha festa entre pernas
proibidos quando estão bem fora do juízo
infinita permanência em meus lábios 
aonde lhe caricio

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 10 de agosto de 2013

OLHA SAIBA

olha saiba que minhas entranhas teima
em guardar-te para não chorar
entregas eu faço sobre minhas carícias
a mim ainda satisfaz mais
tenho que pensar em você sentir aqui
mulher amada minha o relógio 
é o meu castigo faz permanência 
sobre minhas mãos 
elas querem te tocar também
é tanto desejo que ele para

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

TALVEZ

talvez eu esteja exagerando ...talvez
em querer-te de uma forma animal 
tanto que avanço seus sinais 
encostada em mim dá logo o 
que quero todos os teus enganos
suas incertezas .....mãos frias dedos longos
penetra fura os meus desenganos
me tenha toda dentro de sua guerra íntima
debate bate me deixa livre nessa disputada com 
os seus homens que te assedia 
eu sobre diversas mulheres inverto a geografia
no inverso me queixo gueixas 
dá logo cabo de mim vai....
seja vasta inflexível acima dos meus 
lábios silenciosos sobre murmúrios de prazeres

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

PODES ACREDITAR

Podes acreditar que da mesma forma que dancei em palácios, com damas vestidas tampando os pés, dancei nas ruas, com mulheres de rugas, marcadas, machucadas, atropeladas pela intolerância, também comi do bom até de peixe estragado, senti o cheiro do melhor perfume, bebi da bebida aonde não se encontra em qualquer bar, mais me embriaguei com o cheiro da terra que passei para limpar os germes de qualquer gozo, quero que saiba, que para mim dançar tanto faz nas ruas, ou em um palácio, eu quero o que de mim tenho melhor, dou o que minhas entranhas nas caras limpas, olhares fulminantes, inflexíveis, confesso, concedo-me que o corpo parece uma madeira, aonde a alma luz cintilantes luzes, de paixões profanas, encabuladas, a distância é profunda, fica longe demais amar o palacete coberto de ouro, prefiro meus lábios desejar, fazer sexo, engolir-se na beira que para todos os dias o tic-tac de um relógio velho e cansado.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

EM TUA TEIA

em tua teia quando me embolo 
pode me chamares de tu
gargalhadas solto quando falas em tréguas 
belo disfarce minha senhora porque a cama
revela outra coisa
não posso esperar teu corpo virgem 
vir me buscar teus peitos cor de jambo 
me lembro sobre meus lábios úmidos e nele
escrevo o meu nome 
em cada uma pirralha que amordacei já esqueci
eu não sei quantas mulheres eu tenho dentre em mim 
me lembro o gozo as vezes satisfatório pleno 
como vícios das palavras vou ao fundo pequena
sendo que de amor até se fala nem se sente fica
ao longe bem longe perto do horizonte aonde as ondas
se formam que batem nos castelos de barros
construídos sobre mãos ferinas lambuzadas
sem sono a beira do cais numa rede no balanço do cheiro
da sua fruta morango que fica em brasa
arrepiante dobrada de pernas em minha boca
pulsante olhar sobre essa mulher de uma mulher 
que vibra fibra na lida arrancando raízes e 
entre meus disfarces quando te olho
espio no espelho um abraçar a arranco
as vísceras lhe toco até ao fundo quando 
arrepia o seu ventre

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 6 de agosto de 2013

EU SOU CAPAZ

eu sou capaz de tudo por você
faça tudo com carinho na hora H
mando faz assim bote lá coloca cá
dando te ordens pousa de dona em mim
minha senhora dos devaneio
papel de águia em minha gruta
dá-me o ultimato
coloque tuas mãos entre sua blusa
alisa submissa trepaste usavas pouca roupa
rego sua flor que se abre uma trepadeira
inata sobre meus olhos insistente
incentivas em gangoar acima em 
meus ombros....passe de um lado ao outro
docemente sem trégua vergas pulsa veias
envergas concerta a vara nessa curva 
horizontal saiba que tem sempre vaga 
entre meus dedos

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O MEU CORPO

O meu corpo pede você, e minhas coxas, implora as suas ternuras, a mim basta acaricia-la, reflete um calor intenso, sobre nós duas, latente, sinto você ofegante, me enrola na cama, te pego se tocando, nossa!!!!!!!! Que delícia, eu não me seguro, arranco toda a sua puberdade, lhe pego de surpresa, lhe arranco da cama, arranho suas costas com meus dentes, delicadamente aperto seus cabelos, mordo seu pescoço, apalpo seu seios, durinhos, sentindo seu sangue, quente sobre mim pulsando todas as minhas sensações de liberdade, quando te sinto acima de minha cara, segura, alucinada, derrubando tudo, nesse encaixe perfeito que só nós duas sabemos, eu te pertenço e você me é ímpar.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 4 de agosto de 2013

EU DISSE

Eu disse que estava ocupada
Queria ver você nervosa agitada
Estava ao telefone me anunciando
Agitando meus pontos Gs
Molhada
Divinamente encharcada 
Você anunciava me pedia
Louca 
Desarrumada 
Linda
Caricia-se assim manda
De mansinho 
Calma eu estou indo
Pode comprar eu sou 
A sua terra virgem e você
É a mulher que eu amo despida

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 3 de agosto de 2013

DIZ PARA MIM

Diz para mim que não se importa mais
Quando me ver com alguém estimando
O seu libido como você me encanta
Você não me quer não permite que eu
Ando por ai assoviando entrando em
Algum lugar sossegado aconchegante
Para na cama revelar com muita vodka
Na cabeça para que eu não me culpe
Ao amanhecer esquecendo o trêmulo
Da volúpia de outra mulher
Sabes que faria várias promessas 
Que é lógico não poderia cumprir
Lá debaixo das suas lembranças 
O nosso consolo sobre um toque 
Beijo esse velho passado para me manter 
Viva cheia de delícias e
Nas delícias da minha mente dentro 
De minhas veste eu te desabotoo bem devagar
Diz para mim que eu não sou nada para você
Porque eu sinto seu corpo em mim
E lhe dou boa noite todas as noites 
Antes de dormir

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

NANA CAYMMI (POESIA DE BEY CERQUEIRA)



MEUS INSTINTOS

Meus instintos
Indecentes
Selvagens
Tesão arredio
Vadio
A margem da boca
Na sua única via
Aberta
É aonde eu me posto

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


ENTORPECIDA

Entorpecida desatenta completamente entesada, tem uma crise nervosa, sai da cama em pleno feriado chuvoso, mistura bebida,  embriagada me telefona, corro pelas ruas completamente eufórica, pela dor que desfigurava minhas entranhas, pisando nas possas, tentando me equilibrar, mais era forte demais, estava louca de vontades, aquela voz me chamando, o meu ponto G teso, endurecido,  descompensado, chutando a porta, achei-a nua, na posição exata, encharcada, olhando-me bem fundo, pegou-me pelos braços, com força, e mesmo no cio que descia dentre suas pernas, coloquei-a em mim do jeito que ela pediu....

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

QUERO DERRAMAR

Quero derramar em teu corpo
Passando bem devagar passeando
O líquido do suor que sai dos meus poros
Abertos em resposta a vários instintos
Fazendo-te coisas que em mim mata
O fogo de uma carência carente sobre
Carícias desatentas estonteante de ti 
Na beira da cama se esfolando 
Meus cabelos molhados sentem suas
Mãos apertando-os querendo o meu explodir
Tentando arrancar na raiz para purificar
A sua volúpia apaixonante
Têmperas no cavalgar sobre uma maça
Cortada ao meio nesse momento nada mais
Importa fazemos brincar um brinquedinho 
Pulsando os nervos com uma intensidade
Ereta lhe penetra no meu levantar
Nessa loucura depravada entre nós duas
Mulheres que se afagam no galope 
Segurando as rédeas para não se atropelarem

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 31 de julho de 2013

QUANDO EM MIM

Quanto a mim andando descalça
pela chuva forte que molha minhas
calças entrando em minha gruta 
me deixando totalmente excitada 
quando as nuvens passam e o sol vem
suavemente queima exala seca minhas entradas
sinto logo o seu odor arder minhas carícias 
que se, se agitam me fazendo esconder
dentro atrás do muro rabiscado
desvairada coloco-me escondida e sem sentir
arranco minhas roupas faminta de ti, grito o teu nome
me curvo pela dor que minhas coxas fecham
em meus porquês derrama sobre o chão de lama
devido a sua covardia em não me querer 
queima minhas entranhas chora por seus segredos 
desdenhado numa folha que cai em meu rosto
corro para um lago que é muito frio 
me roço em suas encostas 
que molhadas me deixa com respostas ativa
tentadoras propostas urgentemente 
arranhando o meu corpo para apagar  
arrancar das minhas raízes boca os seus instintos 
afogando-os bem fundo do meu vazio

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 30 de julho de 2013

NA POLTRONA

Na poltrona que fica logo na frente do nosso quarto, eu estava deitada, espiando, pensando que ela não estava percebendo, sábia mulher, imprudente nas suas envergadura, que me faz de boba, curvava-se, arrastando pelo sofá, abrindo o shortinho postando suas saliências, de baixo para cima, enquanto por cima do meu jeans, esfregava-o, levantei num movimento brusco, mais leve porque não queria machucá-la, peguei ela no coito, rasgando aquela blusa de ceda, colada, com gosto de guardada, que eu comprei na esquina, não muito cara, para facilitar, esses momentos, loucos, varados de paixões, sobressalto sai da cama correndo até a fêmea já sobre o  braço do sofá, joguei-me como fera, currando suas frontes, de leve no início, depois ela pedia mais, a algemei com bravura, embolamos por ali mesmo, ao olhar de um expectador que se tocava urrando por sentir dor, por não gozar, pedindo clemência, aos nossos risos, porque ela cheia da doçura feminina, enquanto eu sobre músculos crescidos, ombros endurecidos, dentre o esfregar de suas coxas....

POESIA DE BEY CERQUEIRA