sexta-feira, 31 de maio de 2013

MULHER DESAVERGONHADA

Mulher desavergonhada pensa que és santa
Tem vontades diabólicas que me sonda em sonhos
Tu tens vontade de me ver sentir-me 
Tocar-me procuro ver-te também deitada
Debruço sobre um molhado ao gosto que me venha
Pelo ar... Coloco-lhe o sinto na garganta
Você adora enlouquece chego me assustada
De tanta excitação........
Diversas vontades lapidadas dentre nossas entranhas
Pelos desejos mais eróticos, vulgares, gostosos, sem aguar. 
Esfolada como uma trepadeira desenfreada
Delicadamente ou não eu lhe ponho
As mãos ao lado penetram no seu íntimo 
Causando-me instintos dos mais selvagens
Podes até negar mais não negue o que queria.

POESIA DE BEY CERQUEIRA 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

INVADINDO

Invadindo minhas fendas, deixando o sol entrar, pela pequena abertura, queimando-me, na penumbra fria me percebo percebendo, a tua ausência, duelos em diversas cavernas, que dou ou recebo de alguém, crava em minhas costas a ausência de uma delicadeza febril, me procuro me tomo, contudo, entravo e não me vens falar, afundo-me parada olhando um por bem longe do mar que é bravo, que aperta minhas ancas, que subestima o meu corpo, mais que esfria minha ardência....

POESIA DE BEY CERQUEIRA 

A ARTE DE ÉRIKA


ALIMENTA-ME

alimenta-me com o seu corpo
negas um velho amparo que 
me fez inchar entre os seus 
vulcões arregaçar películas 
fazendo você delirar 
devora-me que eu deixo dentre
suas entradas um gole 
do meu gozo minhas coxas
depois se alimenta pela minha
ausência fica com meu cheiro
no seu travesseiro macio

POESIA SE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A UMA LOUCURA TOTAL

A uma loucura total 
Ah! Esqueço até os limites
Aliás, os seus eu adormeço poupando-a
Os meus? Ah! Os meus é puro devaneio
Completamente desvairados saiba são também
Selvagens alimentados pelas algemas
Por uma fúria que exala o cheiro 
Do seu sexo me deixando ......

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 28 de maio de 2013

MARIA

Sobre os nossos primeiros suspiros, arromba as gretas, tranca a porta, cadeado nas fechaduras, pequenas aberturas, poros que se veneram, morrem, pelo suor líquido, néctar do reste nada garnir da guerra calada vencida, assediada, Maria seu nome, um nome qualquer, descendo as escadas, coxas grossas, vaidosa, cabelos pretos longos, meu olhar castiço, envaidecida, castra, pelas dores do antes a mim, impuros selvagens momentos, engolia, mais Maria só gemia, coloca a mão sobre o ventre,  tampa a boca, a porta já estava aberta, um poça pequena de sangue, tratava-a, com o travesseiro Maria rapinava, já umedecida, pelo gozo asqueroso da espora,  o que importava, uma nota de cem reais, Maria não tinha força nem para pegá-la, um feito de bomba, me ajoelhei e Maria tocou meus cabelos, tinha que continuar, acariciei-a, beija-a, toquei como se toca uma valsa de Chopim, arrombada pelos deslizes da vida, lhe fiz sentir saudade, saudade de liberdade, do retorno ao seus mais íntimos segredos, ai Maria com um olhar me seduziu, entregou-se a mim, uma pele macia, longos, pequenos, fascínios, deteriorado, foi o suficiente para Maria deixar-se nua completamente, em meus abraços, sobre meu corpo, e depois Maria, feito uma criança, dormiu em meus braços, enquanto eu investigava pacientemente o seu corpo de mulher tão lindo!!!!!!  

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 27 de maio de 2013

GALOPAR

Galopar sobre poemas sensuais
Até erótico eu gosto
Sou assim porque me basto
Usando minhas fendas apertas 

Sentindo
Um crepúsculo vampirado vai mexer
Não me faça cair novamente no seu
Galope golpe aonde tem-se limite
Até para tocar-me entrar em meu
Semblante que apodrece ao teu
Preciso entender os meus apelos
Íntimos....mesmo vagando por ruelas
E me perder sobre as noites quentes
Sobre portas fedidas e frias 
Porque lá não me faltará um abraço
Um aconchego aonde me fará sentir
Tesão
Que me deixe tão cansada 
Que adormeço no chão frio sem querer 
Levantar-me porque terei que ser forte
Mais tampar as andanças em ancas sobre
Cada “estrela” que morre ....
Explodem no meu folgar enriquecendo 
Engrandecendo meu fogo 
Numa esfera menor do meu ser
Quero ser queimada pelo sol 
Destampar gretas penetrando-as para me castigar
Fui tão boba idiota que por um instante de 
Insanidade
Permitir viver mais a imbecilidade
Portões de ferros agora estão entre a gente
Eles vão me proteger de todo mal
Mais ainda sinto seu gosto na minha boca
Abaixo do meu umbigo
Como fui burra fedelha de um mundo
Moribundo do qual você um dia pertenceu
Dentre minhas entranhas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 26 de maio de 2013

AFAGO NO VENTRE

afago no ventre para que se aflora
os seus desejos mais sacana
minhas mãos te acaricia minha boca
toca seus mamilos eretos me deixando
muito rígida sobre beijos muitos beijos
a luz de vela cabana no mato cheiro de
selvagens no cio
tempestade prevista
dentro da nossa envergadura vazia
porém maduro no pomar a maça
reflexos que balança em nossa cama
nossos pontos sobre sangue faz histórias
fizemos histórias dentro de nós
seu olhar de mulher menina
suas unhas cravando arranhando arrancando
meu passado minha pele meus
compromissos sobre um
passar de dedos na boca
a uma sensualidade profunda numa
sacanagem sem limites cheguei até dizer
que te amo!

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 25 de maio de 2013

BENITO DE PAULA (POESIA DE BEY CERQUEIRA)



ABAFO

ABAFO
no meu interior
várias vidas de desejos        
diversidades de profundas
e
várias paixões vividas
perdidas dentro do meu
membro que eu perdi
um corpo em orbita
cobiçando a insanidade
de desejos estimulados
estranha a mim
mulher

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


A ARTE DE BEY CERQUEIRA




TIRO

tiro
ponho
dentro
insinua
desejo
exalta
tesão
ventre
brasa
mexe
balança
no eixo
finca
avança
duro
seda leve
dedos
molhados
lubrificados
por toda tua
maduro corpo
grácil
toco suavemente
seios
quando o cansaço
sobre descobertas
me abate

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 24 de maio de 2013

ENFEITIÇAVAM-SE

enfeitiçavam-se tudo começando com uma brincadeira
enamoravam a um meio olhar tipo cigano
quando os lábios sensuais gritavam de dor
balbuciavam um ritual mágico era um pouco
estranho porque desdenhava como com contra passo
passo a passo acariciando você 
suas costas eu passeava com beijo até 
puxar seus cabelos e morder sua nuca
a maresia bate em minhas mãos e a congela
sem querer lhe faço carícias paixões diversas
e meio descompensada totalmente frágil
você se deixou levar semi nua porque
eu ainda lhe estava arrancando com meus dentes
sua blusa já rasgada pano antigo 
enquanto isso desavergonhada a minha direita
arregaçava seu jeans 
mal passado já surrado até que 
tudo me veio num teso enorme desenfreado
insinuei promessas sutilmente 
mais amanheceu,,,,o tempo nublado
estava frio....solitária levantei peguei meu rumo
e até hoje não sei em que canto de bar eu posso
te achar....

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 23 de maio de 2013

CAVERNAS PROFUNDAS

Em suas cavernas profundas mergulho
minha língua ferina endurece 
percorro todo canto deixando inchada
toca dedos famintos de desejos
tiro-os porque estou pronta
pernas fechadas automaticamente
perco o ar...me recomponho
pressionando o ponto lambendo arrepia
no poço fundo abre-se uma roseira deliciosa
vou circulando enfeitiçada anestesiada 

brincamos sobre o jardim que aflora faço juras
de amor eterno até promessas já fizemos
como a harpa dedilhada e sobre um violino 
ao longo entoa um canto fantasiado 
dentre e os 
meus sentidos já lá dentro 
exala um perfume por todo meu rosto
transfigurado 
um desejo tão latente que mutila a própria paixão.
você pede mais e mais segura meu cabelo
como uma leoa no cio pulsante 
me arranha com seus pelos 
que eu amo ser tão mal cortado
bate forte sobre a cama...me vejo como um
solitário bailarino da qual ventania brinca 
em meus sonhos

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 22 de maio de 2013

AS ESCOLHAS

As escolhas vão vencendo
Arrebentando o abrir das rosas 
Vermelhas ardida por tanto ser
Mordida numa carícia violenta
A cor descreve essa abertura
Como uma pequena fissura que 
Prolonga-se
Ao fundo de joelhos eu me capo
Arrebata no vai e vem nessa aventura 
Do qual o vento um furacão no sinal
Sobre as nuvens carregadas
As pétalas voam trazendo seu cheiro
Ao meu exercício como um rodamoinho

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 21 de maio de 2013

AS MÃOS QUE ME TOCAM



As mãos que me tocam, embriagadas, embriagam-me, sempre num bar sujo, tem que cheirar bebida forte, cerveja espalha pelo chão, sou o rei de um palácio dais quais as tenho como rainha, não me cobram nada, lhes deixo livres, nadando, dançando, também não me cobram nem uma atitude sã, porque meus olhos quando as fitam enxerga os seus olhares, a cada um sei seu nome, por cada dança uma melodia, a cada harmonia das que me pede, e sobre a minha boca sedenta bordam acima, não importa que a pele os poros seja negra, ou branca, não importa, entrego à febre as faço sentir fêmeas, minhas intensamente.

POESIA DE BEY CERQUEIRA


segunda-feira, 20 de maio de 2013

O QUE PODE SER MORTO


O que pode ser morto urge debaixo
De suas saias, é o seu fogo que acalenta.
Que desliza como mel sobre o meu passar
Entre suas curvas que me afunda
Entre seus nervos que me deixa louca
Sua psique me detona
Mais seu íntimo chama-me a toda hora
Eu não mataria isso ...

POESIA DE BEY CERQUEIRA

SEU ÓDIO


Seu ódio me incomoda porque me deixa fora de tentar amar outra pessoa, intensamente, quando penso no que poderíamos ser, mais seu rancor, me faz escapar as ferramentas para construir o bem estar, seus ócios me penetram como se rasgasse me colocando um ácido amargo, lascando ao longo de toda uma estranha ave reza, arrematada de películas rasgadas, sem sangue.

POESIA DE BEY CERQUEIRA