quarta-feira, 10 de setembro de 2014

MULHER DE ESTRADAS

Mulher de estradas
Esquinas
Muros quebrados
Cheiro de peixe
Prendo entre minhas pernas
Serpente que lambe colhões
Em duelo
Ditosa
O prazer que eu quero
Estás dentro de você
Teu suco minha alma suga
Em tua pele minha língua enxagua 
Na ponta das suas fendas 
Confusa depurada nos vários
Instintos de golpes certeiros 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 9 de setembro de 2014

TESÃO AOS 51 ANOS

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


GOSTO DE SENTIR

Gosto de sentir sem rodeios
Os seus gingados na minha boca
Que são meus alimentos
Sua seiva mata minha sede
Gosto quando senta em cima
Dos meus seios entranhas preenche
De água purificada
Deixa-me ereta pulsante nesse
Sexo selvagem que adoramos
Seja que posição for
Amarro-te na beira da cama
Esfrego-a sobre o colchão no vai e vem
Viro-te do avesso abaixo do umbigo
Minha testa lhe crava uso minhas mãos
Preencho lhe suas entradas beijando sua nuca
Na ponta do dedo todo molhado 
Toco sua vulva 
Feito bicho do mato

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

AOS MEUS DESÍGNIOS


Aos meus desígnios venha 
Deita-se sobre meu corpo
Terei paciência eu prometo
Meu amor meu tesão 
Alimento-me, pois tenho fome de ti
Vem porque gosto de senti-la
Dentro de mim inesperadamente
Já estou dentro tocando-a marcando
Meu território 
Tens tudo que eu amo
Preciso
Tens até porto seguro
Nas minhas linhas rugas
Entranhas
Seu nome está escrito

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 7 de setembro de 2014

DESIGNADAMENTE


Designadamente ardente
Cheia de prazer no êxtase
Escuto sua voz me delicio
Toco-me com ternura
Quero olhar-te
Devorar você em mim
Preciso dessa paixão

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 6 de setembro de 2014

A ARTE DE BHELL SILVA


A ARTE DE BHELL SILVA



NÃO TENHO MEDO

Não tenho medo da verdade
Tenho às vezes ira ou outros
Sentimentos do ser humano né 
Mais meu coração grita forte
E quando grita minha razão retorna
Nesse momento eu desabo
Não tenho pudor algum nem quero ter
Quando em mim me ferem
O bicho mulher sai da toca
Não subestimo ninguém
Porque não quero ser subestimada
Sou desmascarada 
Não uso salto alto os quebro
Tão pouco pintura na cara me mancha
Me desconheço 
Paixões.... diversas 
Amor.... só amei apenas uma vez
Tesão com T maiúsculo  diário
Inflamam meus nervos me deixa calma
As nossas trocas de olhares
A empolgação 
Não mentem jamais 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

EU NEM FALO

eu nem falo mais o seu nome, não quero saber a sua estrada, nem esperar viver buscando o teu sorriso, mais presta muita atenção, no olhar, nos tiques, nas suas mãos, quando se lava, não tira as marcas que purificaram nós duas, não quero sua intimidade, mais preciso delas, renovo as minhas em qualquer ruelas, não pago, não preciso reviver momentos, mais necessito de colocar-te nos meus,

TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE BHELL SILVA


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

AGUENTA

Aguenta meu peso
Meu teso
Meus anseios
Eretos
Minhas vontades
Depravadas 
Aguenta minhas escritas
Marcas
Imprevistas
Na tua nudez
Sem acanhamento
Inesperada
Com safadeza e
Sem medo terás
Fome de mim

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

SE EU PUDESSE

......se eu pudesse definir, dizer, gritar,  tudo que sinto.....não precisava de colocar  reticência, tão pouco vírgula, se couber, mais como não tem sentido deixar, sou transparente, flui a cada olhar, um semblante, entre linhas, deixarei então você (s) definir-me nas .... mais já logo vou dizer, cuidado com os dois pontos.

FRASE DE BEY CERQUEIRA 

SE EU PUDESSE


QUANDO SUAS UNHAS

Quando suas unhas rasgaram meu braço
Eu tremi sem pudor algum
Quando nossos corpos se colaram 
Mesmo por cima das nossas roupas
Você sentiu a minha quentura 
Meu peito encostou-se aos seus mamilos
Eretos cheios de desejos
Marcamos ali nosso território o cio
Desceu o sangue ferveu nas veias que
Pulsa nessa fome de nós duas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

TENS FOME

acabei de ter a honra de ganhar essa poesia..............
que é do jeito que eu adoro,e desde já agradeço

TENS FOME

Tens Fome
vem sem medo
me devora
quero teu ser
tens o que quero
e te darei sem rodeios
Gosto de sentir
prazer e êxtase!
E saiba, serei teu alimento
se teu corpo saciar o meu
Minha vontade…
ousadia e amor
vem sem medo
me permita que te encha
te preencha de desejo…

THATY THATYANE

VACA

Vaca lambida rabuda
Amaciada puta minha puta
Carnívora safada que lambo essa
Anatomia que eu conheço muito bem
Potranca arranca posta nua
Uiva feito louca agarrada em mim
Teta falsa que adoro maciota sempre
Amante sempre amante será minha

POESIA DE BEY CERQUEIRA

SE EU PUDESSE

Se eu pudesse gritar o que o meu coração diz, o mundo não suportaria, eu abriria a minha própria cova, me esmagava, meu silêncio não vale de nada, meus desejos podres pelo tempo que marcou minha cara, meu corpo, minhas veias pulsam com ódio de mim mesma, não deveria ter amado tanto, não deveria ter brincado com meu tempo, não deveria ter deixado de viver tantos outros momentos, imposto pela minha própria podridão do cansaço, eu deveria ter machucado mais, deveria ter traído mais, deveria ser mais sabia, fechar minhas pernas, enquanto era tempo, deveria ter deixado todas as emoções as piores possíveis, gritar, falar mais alto, me fundido, não mais me permitirei ser assim, me custou caro, me expor ao teu lado, nossos tesões, meus tesões você os prendeu, eu cuspo na tua fonte, com vontade, me debruço sobre meus pensamentos, fico bem, para depois lamber minhas mãos, escutar em todos os meus poros, seu sentido, seu sussurro, o teu gozo gostoso que foi, que tu esconde, escorrendo na ponta dos meus dedos.

TEXTO DE BEY CERQUEIRA

UM BEIJO NA BOCA

Um beijo na boca
Abaixo ventre
Cheio de assanhamento
Coloco-te de bruços
Roços dentro de suas pernas
Exala um cheiro muito bom
Cheiro mordo seu pescoço
Na urgência nosso tempo
É curto
Desejos cheios de desígnios
Demarcada estás nossas vidas
Em minha vida escrita em partes
Seus caprichos
Suas entranhas
Paixões sem previsão
Já está na hora de irmos
Quero amanhã novamente dormir
Com você neste lugar fazendo
Sexo mesmo que seja 
Atrás do muro talvez de sua casa

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A MARCA

A marca de nossos gozos sobre nossos lençóis, que nada o tempo não apaga nada, não fomos fortes o bastante, numa época hipócrita, arrasou a minha vida por ter fugido, foi para longe, minhas entranhas ao te abraçar, chora, me pede mais, flor queimada em minha boca, seja como for, acima do joelho lhe fiz mulher, estreito era a cama, em devaneios, éramos louca uma pela outra, nada se esvai assim,  nós duas somos chamas, são histórias, como você diz, “pensar, me dói profundamente,” o tempo acabou com a gente, a realidade é essa, por nossa culpa,  desarmei-me deixei você me escapar, partilha hoje comigo um pouco da sua estrada, a saudade é grande demais, não aguento  tantos disfarces, você também disfarça bem, é só olhar-me, observa o seu olhar, não foge tanto assim de mim, não se esconde tanto assim da gente.

TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA