sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

UM POUCO FRÁGIL

Um pouco frágil sobre mim, seus movimentos seja mais intensa, mais fêmea, que dentro suas pernas, exalam cheiro de aroma, ardente, se joga, vamos lá, decididamente pronta, se solta em mim à fera que me adormecia, uma tigresa que no êxtase me arranha, arranca-me do sério, me faz lobo, ferido, não perco tempo, nem quero que perca, então não seja fresca, sua quentura me cheira sangue, abre sua flor, aperta suas coxas, movimenta, tenho sede. Racham nas minhas fendas suas feridas, elas são mágicas, delicado beijo, eu não quero, eu quero coisa mais forte, morde-me, assusta-me, vive em mim todo o seu teso, deixa seus momentos marcados, juro lembrarei, mesmo que seja em outro dia, em outra cama, numa rua qualquer.

POESIA DE BEY CERQUEIRA 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

UM POUCO FRÁGIL

Um pouco frágil demais
Seja tarde sou eu que te
Espero 
Não tenha cheiro nem frescura
Tenha cheiro de mulher madura
Fecha as pernas em minha cara
Porém tenha ternura
Farei de ti uma porra louca
Sobre uma parede fria farei sua
Moldura que terá uma pintura cor de jambo
No espio lá dentro jogo óleo de peroba
Na realidade dentro de mim você 
Não é a única sem respostas
Hoje nada representamos uma
Para a outra.....a não ser deriva
Mais ao acordar de madrugada
Sinto-me agredida invadida 
Molhada 
Ardida 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE ERIKA ASSAD


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

ARRISCA-SE

Arrisca-se assim como eu vou me arrisquei, entra na floresta, adentro rola no mato, caímos na toca do lobo, prendendo-a na arvore da vida, que dando frutos maduro caia em nossas cabeças, seguro suas ancas, agarro seus cabelos, te puxo para dentro de mim, escorrega, o limo entre nossos seios, endurecidos, vem acariciando nossas vulvas, despertando os instintos dos mais ordinários, arrisca-se assim como eu me arrisquei, vasculhando seus segredos, invadindo você sem olhar-te, meus dedos inchados, nas suas aberturas, arranho suas costas, empurro você num arame enfarrapado, tu enlouquece, enquanto pedia que eu usasse as algemas, e te largar-se ali na chuva fina, priva-se da liberdade, desacorrenta-se, corra, vou te virar do avesso, urra em prós a égua no cio,  pueris gritos uma navalha passeando em teu corpo, desnuda, um rio, absorvida, absorvi-me em suas carências lambidas, uma pedra lima, limpa, lentamente uma fogueira se acendeu, em nós duas, fervilhando, são os pedaços de mim que tu trêmula eloquente, sem limites me coloco dentro de sua gruta, saindo, rompeu-se os limites.

POESIA DE BEY CERQUEIRA 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

COMO EU PRECISAVA DISSO

Como eu precisava disso de
Sentir a verdade do seu amor
De saber que nada foi em vão
Que nada entre nossas vontades
Deixa de crescer em vulva ferindo
Nossas fendas descobrindo cavernas
Entre nós duas, o querer é muito maior.
As nossas insanidades nos confunde
Nossos prazeres cheiram a fera que
Rola no mato que sobe na árvore
Que chupa morango explora 
Minhas malícias o nosso melhor
Amar você abusar do vasculhar em
Nossos corpos que o tempo castiga
Arranha a minha arte de amar 
Com a sua entrega me castiga vira-me
Do avesso respira fundo um lindo pasto 
Faço carícia em mim sinto seu olhar
Escancara sua fera em mim

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE ERIKA ASSAD




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

AUDACIOSA

Audaciosa demais e como eu gosto
Dessa invasão completamente libertina
Em mim sobre um compasso ao cair
Da noite a chuva fina molhando nosso corpo
Nu 
Cheio de malícias inevitável tantas carícias
Gemido grita o meu nome
Confunda-o sem problema
Eu gosto demais me sinto forte tesa
Sem temer a minha presença
Tremendo sobre a ausência dos
Fraco depois me abraça
Nessa dança erótica de nós duas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 16 de fevereiro de 2014

sábado, 15 de fevereiro de 2014

NOSSAS DIFERENÇAS

Nossas diferenças no teso de um beijo, incontrolável, mudei de motel, estou mais leviana, estrada nua, e como sempre rasguei os lenções, não compliquei a minha vida, misturei-a nas fotos, fiz a mim o necessário, mudei de pijama, sujei minhas partes, encharcada, resumi você dentro da minha carne, meu sangue quente pulsava, logicamente ferveu  minhas entranhas, reli suas cartas, toquei no meu corpo, apaixonei-me impulsivamente novamente por você.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

TENHO FOME DE TI

Tenho fome de ti, percebes.
Não que ter atitudes que brilham
Se eu pudesse avançaria o instante
Seria uma tirana viraria a própria
Obsessão insana sobre teu corpo
Tenho fome de ti 
Do seu beijo das suas fendas dos
Nossos desejos
Se eu pudesse arrancaria minhas 
Roupas correria 
Avançaria todos os sinais e
Nem daria respostas às indicações

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE ERIKA ASSAD


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A ARTE DE ERIKA ASSAD


VOCÊ É UMA MULHER

Você é uma mulher muito séria
Ou está de brincadeira comigo
Confunde minha cabeça
Machuca minhas entranhas
Deixa-me sem ação 
Repulsa-me mais ao mesmo tempo
Transborda os seus desejos em mim
Seus impulsos me atentam
Não brinque comigo assim
Minha senhora porque posso virar
Uma fera
Tira logo sua roupa 
Atiça seu corpo em mim 
Eu não tenho teorias
Vivo no impulso dos meus sinais
Impiedosos 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ARTE DE ERIKA ASSADA (HOMENAGEM A BEY CERQUEIRA)


OSWALDO MONTENEGRO COM TEXTO DE BEY CERQUEIRA



Não posso, não quero, nem preciso desvendar-me, definir-me para ninguém, não quero, não vou contar meus segredos, eles estão em pautas, me leiam então entre as partituras de Chopin, entre as linhas do dedilhar de uma grande pianista, que o tempo possa ventar nas curvas das estradas, levantando as ondas nos cais, veja o horizonte, acompanha o arco iris, e me diz amém a todos os encaixes, desfeito até, não tenho medo de mim, nem do que eu sinto, e possa fazer, esconda-se, que eu me abaixo, mais não se anula, ame, não se deixa entrega demais, porque não sei amar, procura embriagar-se nas ruelas, para que o sol não brilhe em seu rosto, quando minhas mãos te acordar.

TEXTO DE BEY CERQUEIRA

NÃO POSSO

Não posso, não quero, nem preciso desvendar-me, definir-me para ninguém, não quero, não vou contar meus segredos, eles estão em pautas, me leiam então entre as partituras de Chopin, entre as linhas do dedilhar de uma grande pianista, que o tempo possa ventar nas curvas das estradas, levantando as ondas nos cais, veja o horizonte, acompanha o arco iris, e me diz amém a todos os encaixes, desfeito até, não tenho medo de mim, nem do que eu sinto, e possa fazer, esconda-se, que eu me abaixo, mais não se anula, ame, não se deixa entrega demais, porque não sei amar, procura embriagar-se nas ruelas, para que o sol não brilhe em seu rosto, quando minhas mãos te acordar.

TEXTO DE BEY CERQUEIRA

BRINQUE

Brinque comigo a noite toda
Use todos os seus artifícios
Faça-me prender-te a ti
Enquanto em mim explode
Pegue-me de surpresa
Vamos gargalhar para resistir
As entradas fortes das palmadas
No lombo da fera que grita sobre
Os desejos pegar uma vela
Acesa passar pelo seu corpo
Deixa que eu te banho com 
Aguarda dente com vinho
Você não vai se queimar
Na ponta do seu mamilo toco
Meu cigarro que está aceso
Faço juras de amores
Se for preciso

POESIA DE BEY CERQUEIRA

VÍDEO POEMA DE BEY CERQUEIRA



ADUBE O MEU CERCO

Adube o meu cerco
Morde meu corpo
Convide-me
a fazer poemas
sobre você
que eu rabisco
suas estradas
não me
convence
do seu
puritanismo
eu vou te desmascarar
mostrar meus pontos
marcados por ti
deita sobre mim
acalma meus anseios
beija meu rosto
que irás gemer
sobre meu cio
feito louca

POESIA DE BEY CERQUEIRA