sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

NÃO TENTE

Não tente me moldar aos seus modos
Porque sou muito pior do que pensas
Sou febril animal com meus dedos
Molhados no seu mel do qual mata
Minha fome da falta do desinteresse
Na intimidade sou muito fêmea posso
Até ser ao contrário no cio que te flama
Sua garganta me deve quero que me
Morda sem segredos santidade
Quero que me invada sem medo
Venha sobre mil faces que saberei
O seu nome

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE ÉRIKA ASSAD


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A ARTE DE ÉRIKA ASSAD


EU PRECISO

Eu preciso ter paciência
Para tê-la
Senão irei machuca-la 
Eu preciso ter calma
Em tocá-la porque com certeza
Irei provocar uma hemorragia
Sou vampira nunca se esqueça disso
Definitivamente preciso me concentrar
Para que não a force ao meu bem prazer
Preciso saber escutar o seu silêncio 
Para que eu possa apagar o seu fogo
No consumo de minhas chamas

POESIA DE BEY CERQUEIRA 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

NÃO VENHA A MIM

Não venha a mim com suas falsas verdades, nem tente passar para mim que és puritana, conheço suas entranhas, estou marcada, sou marcada por elas, tira sua máscara deixa que o silêncio grita, fala o que sente, mais cuidado com as ameaças, com as falsas mentiras, com a bipolaridade da vida, sente o que o meu coração não quer dizer, o meu corpo já lhe diz o suficiente, exprimir para você não sentir, o sopro da rigidez, então deixa de ameaçar, faça o pouco que tentei te dar, porque o muito a muito esqueci.  

(POESIA DE BEY CERQUEIRA)

PENETRA

Penetra suave instala 
Com paciência 
Paralisa-me 
Nãos diz uma palavra
Apenas gangorra está galopando
E eu com força segurando o seu cabelo 
Vai no vai e vem sem paciência
Sem pudor não seja santa
Superficial 
Consuma-me 
Deixa-me cansada 
Passeio pelas tuas costas 
Te trato como mulher vulgar
Você gosta
Descrevo-me deixando você
Chamar-me de qualquer nome
O meu se esconde você tem medo
Abro suas pernas te coloco na beira 
De um sofá de couro duro 
Suas fendas fissura fica ereta 
O calor bate no abrir e fecha da boca
Rebola sobre o poema que descrevo
Subimos juntas pela parede 
Em seus ouvidos sem forma definida 
Eu te capo atrás da porta
Na foice da forma do limo 
Que sai de suas entranhas 
Da qual eu bebo

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

NÃO RABISCO

Não rabisco minha estrada
Uso meus pés descalço para
Atravessá-la
Ela é nua algumas muitas vezes me pega
Não firo essa esquina por nada
Apenas me satisfaz sentir seu gemido
Surdamente meu reino não tem ouro
Só quero ouvir você gemer
Meu tesão é único 
Admito meu avesso no seu encosto
Escorrego sobre minha boca molhada
Deixa-me sentir os seus consumes 
E com o meu poder acostumá-lo ao meu
O aceita bem concentrada
Adube o cerco com calma provoca
Formas indefinidas eu não gosto
Reina em meu corpo e convide meu poema
Apaga a luz obedece a minha voz
Para que meus dedos mudos secos
Não te machuquem

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE ÉRIKA ASSAD




ARRANHA-ME

Arranha-me, me arranca a pele, me joga na parede, me diz coisas feias, me faz reticências, impertinentes debaixo dessa árvore, admito o meu tesão, seduzindo seu avesso, carne própria, clímax, bendito seja tu entre as aventuras da própria mulher, requinte pele marrom castigada, meus lábios toca acendo um cigarro, bebo Whisky, te jogo na mesa, te toco adentro, me pega, na boca pequena.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

ESTEJA PREPARADA

Esteja preparada porque eu sou 
Muito exagerada quando adormece
Em mim o partilhar contigo quero você
Quero inventar você em mim
Tocar os desenganos para contigo
Um dia você foi tanto para mim
Hoje nossas estradas ficam entre
Minhas coxas amortecidas
Viciada no meu sexo e 
Testemunhada pela minha nudez

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

VEM

Vem
e traz contigo as duas metades
a metade humana e a metade fera
arranca-me de vez do meu insulamento
rola comigo por desconhecidas ribanceiras
desperta a esquecida mulher, à tua maneira
explora sem pudor todas as fendas
que fores capaz de encontrar dentre as minhas esferas...

Poesia de Bey Cerqueira

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


A ARTE DE ÉRIKA ASSAD


ENTREABREM-SE

Entreabrem-se as suas fendas
Numa fissura de pernas cruzada
Descerra pelo teu corpo 
A flor abrindo molhando
Meu ventre apagando o fogo
Com a saliva docemente gelada

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 12 de janeiro de 2014

RECEBE DE MIM

Recebe de mim as suas cicatrizes
Abertura que me queima
Adormece em mim o seu rosto
Castiga
Beija
Arrasa o que eu não quis
Cala-me

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ARTE DE BEY E DE ÉRIKA




EU SOU BICHO SELVAGEM

quando eu digo que amo, é porque eu amo de verdade, mais tudo na vida tem limite, a distancia é a mesma, o celular não mudou, o fixo continua o mesmo, então se eu não liguei, poderia ter me ligado, o AMOR também tem seus desencontros, mais sempre amarei, mesmo que seja um encanto, mesmo que nesta vida, não tem porque, não vou me rastejar, estou sempre aqui, suas escolhas, como as minhas, se até hoje a gente não se entendeu, o tempo ou talvez, numa outra hora, os ponteiros se juntam, não guardo raiva, nem rancor, sou sempre a mesma, não a disposição, graças a DEUS não sou uma pessoa melindrada, sei o meu lugar, quando digo que amo, é para valer, mais não me doma, eu sou bicho selvagem.   


POESIA DE BEY CERQUEIRA

ENCOSTA EM MIM

Encosta em mim pelas costas
Vamos dançar bem devagar
Deixa o meu ponto adormecer
Aonde vai dar essa estrada
Sobre o mato subindo as arvores
Vamos nos queimar sobre esse sol
Bronzeada tocarei em você com cuidado
Desarmarei sua flor abrindo-a com meus
O beijo te colocará em brasa ereta vulva
Arrasarei o que quiser no teu quintal
Ultrapassarei os ruídos do som nesta sua
Mata virgem molhada em minhas coxas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

DOCE É O MEU

Doce é o meu que derrama entre suas coxas
Num descompasso do qual minha boca
Dança sem sentir desafinar
Temo encostar-se a você nessa parede fria
Num bom gosto e nós duas cheia de tesão
Tiro você do sério me deixo enlouquecer
Mexe que eu enrosto devagar nas suas costas
Levanta o meu ponto fraco sem exagerar
Apertarei seus seios apertando sua vulva
Darei mordida nos seus mamilos
Sentirei os sinais arrebentando sua
Calça jeans minha flor queima
Entendo o sua olhar felina junto ao meu
De fera quero-te bem mais nem pensa
Que todos os dias serão assim.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

UMA ARMADILHA

Uma armadilha lhe pegou, foi roubada, rasgada, pisou em praza, pediu carona, comprada, a beira do asfalto, ninguém parava, e ela gritava, desenganada foi para mato, numa selva aonde os bodes ser armava, num quinta ao longo pasto, cheia de sangue, ela me viu, sorriu, o nome dela era estrada, lhe fiz senhora, sem medo, virou-se de costa, juntas nessa selva, aonde ruge os cabos as cobras entre coxas os dedos, a boca molhada, nua no lagoa, um grande tesão, cuidado, ela ainda não sabe gemer.

POESIA DE BEY CERQUEIRA