Quero ouvir você gemer
Velejar em seu corpo
sem medo
Usa-me a vontade
ao seu prazer felino
no cio
sobreponho em você
os meus delírios
deixa eu te tocar
avança
meu avesso te espera
Quero ouvir você gemer
Velejar em seu corpo
sem medo
Usa-me a vontade
ao seu prazer felino
no cio
sobreponho em você
os meus delírios
deixa eu te tocar
avança
meu avesso te espera
Por esse amor de carne A alma agita Renasce uma semente Nossos olhares se cruzam Louca mulher Venha-me nua Sentenciada preguiçosa Mais venha com todo fruto Do seu ventre nessa minha busca Inútil POESIA DE BEY CERQUEIRA
Eu tenho a sensação que não fui feita para ninguém, sou assim livre, em busca de um pouso, o galho sempre quebra, continuo nessa estrada de chão, sem rumo sem beira, descalço, queimando na poeira, vou beirando no riacho para lamber meus pontos, que dói, e continuo só, numa cama vazia, quente, meu dedos tocam em um piano, só, solando uma melodia, mel de beira, que queima no asfalto, cana, a beira de uma voz, acordo, suada, de cara lavada, a frente as paredes, brancas, enquanto meus gemidos espantam os meus demônios (POESIA DE BEY CERQUEIRA)
Não tente me moldar aos seus modos Porque sou muito pior do que pensas Sou febril animal com meus dedos Molhados no seu mel do qual mata Minha fome da falta do desinteresse Na intimidade sou muito fêmea posso Até ser ao contrário no cio que te flama Sua garganta me deve quero que me Morda sem segredos santidade Quero que me invada sem medo Venha sobre mil faces que saberei O seu nome POESIA DE BEY CERQUEIRA
Eu preciso ter paciência Para tê-la Senão irei machuca-la Eu preciso ter calma Em tocá-la porque com certeza Irei provocar uma hemorragia Sou vampira nunca se esqueça disso Definitivamente preciso me concentrar Para que não a force ao meu bem prazer Preciso saber escutar o seu silêncio Para que eu possa apagar o seu fogo No consumo de minhas chamas POESIA DE BEY CERQUEIRA
Não venha a mim com suas falsas verdades, nem tente passar para mim que és puritana, conheço suas entranhas, estou marcada, sou marcada por elas, tira sua máscara deixa que o silêncio grita, fala o que sente, mais cuidado com as ameaças, com as falsas mentiras, com a bipolaridade da vida, sente o que o meu coração não quer dizer, o meu corpo já lhe diz o suficiente, exprimir para você não sentir, o sopro da rigidez, então deixa de ameaçar, faça o pouco que tentei te dar, porque o muito a muito esqueci. (POESIA DE BEY CERQUEIRA)
Penetra suave instala Com paciência Paralisa-me Nãos diz uma palavra Apenas gangorra está galopando E eu com força segurando o seu cabelo Vai no vai e vem sem paciência Sem pudor não seja santa Superficial Consuma-me Deixa-me cansada Passeio pelas tuas costas Te trato como mulher vulgar Você gosta Descrevo-me deixando você Chamar-me de qualquer nome O meu se esconde você tem medo Abro suas pernas te coloco na beira De um sofá de couro duro Suas fendas fissura fica ereta O calor bate no abrir e fecha da boca Rebola sobre o poema que descrevo Subimos juntas pela parede Em seus ouvidos sem forma definida Eu te capo atrás da porta Na foice da forma do limo Que sai de suas entranhas Da qual eu bebo POESIA DE BEY CERQUEIRA
Não rabisco minha estrada Uso meus pés descalço para Atravessá-la Ela é nua algumas muitas vezes me pega Não firo essa esquina por nada Apenas me satisfaz sentir seu gemido Surdamente meu reino não tem ouro Só quero ouvir você gemer Meu tesão é único Admito meu avesso no seu encosto Escorrego sobre minha boca molhada Deixa-me sentir os seus consumes E com o meu poder acostumá-lo ao meu O aceita bem concentrada Adube o cerco com calma provoca Formas indefinidas eu não gosto Reina em meu corpo e convide meu poema Apaga a luz obedece a minha voz Para que meus dedos mudos secos Não te machuquem POESIA DE BEY CERQUEIRA
Arranha-me, me arranca a pele, me joga na parede, me diz coisas feias, me faz reticências, impertinentes debaixo dessa árvore, admito o meu tesão, seduzindo seu avesso, carne própria, clímax, bendito seja tu entre as aventuras da própria mulher, requinte pele marrom castigada, meus lábios toca acendo um cigarro, bebo Whisky, te jogo na mesa, te toco adentro, me pega, na boca pequena. POESIA DE BEY CERQUEIRA
Esteja preparada porque eu sou Muito exagerada quando adormece Em mim o partilhar contigo quero você Quero inventar você em mim Tocar os desenganos para contigo Um dia você foi tanto para mim Hoje nossas estradas ficam entre Minhas coxas amortecidas Viciada no meu sexo e Testemunhada pela minha nudez POESIA DE BEY CERQUEIRA
Vem e traz contigo as duas metades a metade humana e a metade fera arranca-me de vez do meu insulamento rola comigo por desconhecidas ribanceiras desperta a esquecida mulher, à tua maneira explora sem pudor todas as fendas que fores capaz de encontrar dentre as minhas esferas... Poesia de Bey Cerqueira