segunda-feira, 21 de maio de 2012

MULHER QUE NÃO ME DEIXA DORMIR


mulher que não me deixa dormir
toda a madrugada ela me pensa me acorda
a um sopro ao som  da harpa até ao soneto
do cântico dos anjos.....aos pobres que dormem na rua
dos que não conhecem fantasias...e que se masturbam
renasce sobre a pele em cinza provérbios....bíblicos
falseados em colchetes ...porque ouço a sua carne tremer
numa cama fria....só compondo suas melodias
seus encantos morre consigo mesmo ela dorme
invadi as paredes e atravessa sangue quente roça
seus próprios demônios dentro de sua vida
depois vai comer frutas...lava as louças e procura o
sino que toca exilada
ereta de bruço espanca as suas partes íntimas .....
até sangrar ....pensando como uma mulher que chora
sozinha.....nada ouço do seu lamentar que é inevitável
porque faz parte de sua hipocrisia aperta as pernas
para esconder o que sente....eu sou hermafrodita das mentes
em busca do gozo pleno diversos jeitos e
aos invejosos que me acusa de ser quem eu sou
pega e senta ao violão selo se aperta numa cadeira
esconde debaixo da cama....e chama pela mãe
entre suas têmperas quer arde ao esconder-se sobre a sombra
de uma mulher qualquer....
o que nos teus braços queriam ter
sobre um silêncio quebrado

POESIA DE BEY CERQUEIRA

AQUELA MULHER

aquela mulher que passava
que os meus olhinho olhava
me retribuiu sobre um encanto
amaldiçoado de feitiços....ao seu
vestido longo....seus seios robustos
sobre aquele encantamento ela cedia
se entregava sobre as longas batidas
das ondas mais forte pois o mar sentia
e o cheiro se misturava a por de um sol
quente....a saída da lua cheia
mulheres no cio ...molhava as pontas
dos pés embriagadas despidas sobre uma
delicadeza de amantes mente
a uma carência de amor sexo e amizade
lentamente se colocava sobre mim
com uma força da sede de sentir-se mulher

Bey cerqueira

A ARTE DE QUEM SABE FAZER ARTE



domingo, 20 de maio de 2012

ESCREVO


tuas mãos desenha meus tesões
o meu corpo que gela e queima
alinha no ninho entre teus lábios carnudos
sobre diversos caminhos pelos teus apertos
abraços seios latentes menina
como alguém ousará aos meus
desejos doentes....desprovidos do nada
que junto aos teus me faz ser...amante
eras pensantes passado justos envolvo
ao teu calor que sinto em uma noite muito fria
rasgando meu ventre nesse inverno que sopra
sobre as minhas fontes....latentes

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE MARTA BONFIM


sábado, 19 de maio de 2012

GOZEI


gozei feito louca
fiquei inchada
tensa trêmula
e tendo alucinações
incalculável
sobre esse olhar....
maliciosamente
com esse olhar ...
muda invadi meus atalhos
me confessei lá dentro
ao meu toque
sobre meu olhar

POESIA DE BEY CERQUEIRA

UM DIA QUEM SABE EU CHEGO LÁ NÉ



SEX MAGIC (POESIA DE BEY CERQUEIRA)




SEX MAGIC

deitam-se uma sobre a outra
e depois se depuram
se deliciam a só num mágico
profano pedido serenamente
são duas mulheres
ferinas
que se ferem as unhas são cortantes
beijam-se aonde esconde
a língua queima
no oposto que flama
a troca dos lados
despertando desejos
alucinógenos extasiantes

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE QUEM SABE FAZER ARTE



sexta-feira, 18 de maio de 2012

INVADE

invade meu silêncio....de mansinho
fundem nossos corpos em mentes doentes
cheia de desejos de amantes sobre um
tesão que cai ao chão cheios de êxtase
as línguas...em fantasias loucas ao
toque do tejo teso da película que treme
a pele que cola sobre o meu eu
o breu de nossas fechadas ousadas
de pernas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE MARA


quinta-feira, 17 de maio de 2012

ASSIM


atiça
ouriça
mergulha
oferece
nessa
entrega
esfrega
sórdida
eufórica
neura
rodeia
acaricie
fogo
queima
quente
figo
doce
maça
meio
cortada
mordo
disfarça
possuo
arde.
querer
contorce
vire
toque
retorce
aqui
estou

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE BEY CERQUEIRA



quarta-feira, 16 de maio de 2012

A ARTE DE MOACIR


ETERNO LAÇO

ETERNO LAÇO 

Meu presente sem laço 
Meu presente a cada momento
Meu instante supremo, sereno
Meu laço apertado eterno abraço
Laço afetivo, presente mágico

Meu amor
è este o nosso laço
Em tantas  vidas resgatando ...
Minha saudade
Você dá um laço nas minhas angus-
tias

Consegue  num  sorriso... 
Me resgatar das  trsitezas
Me  perdoa a loucura, me perdoa o
ciúme
Meu presente, passado  futuro


Coisa que não se mede, coisa  dos
apaixonados
Deus,não leva em concideraração os
desmandos
Os apaixonados, são   terroristas
de si mesmos

Só a poesia, compreende e perdoa
Te amo Bey,amo demais
Sou teu presente embrulhado em datas
e planos
Somos um, eterno, encontro marcado
Te amo tanto e a tanto meu laco....
eterno minha lapidação
Meu casulo minha rainha

Sulla Fagundes

SADICAMENTE



Sadicamente uma mulher, uma menina, até uma senhora, sem raça, sem nome, a não ser LIBERTINA, nunca assinaram sua certeira, corria sempre a sua liberdade, caia nas mais terríveis armadilhas, escrava da sua própria tortura, sem escolha, nasceu do ventre, da DAMA do dono de bota espora, lhe despojou-se aos bichos, fedidos, barbudos, sou simplesmente efêmera de uma mordomia, que pagava limpando o assoalho, com as mãos feridas, fêmea esquiva a um olhar de menina, sozinha, até  sem cicatrizes até então, com o tempo queimado o corpo pendurado ao tronco, amarrada, sem poder dizer uma palavras,  chicote lombo, amaciada pelo cassetete quando as pernas e seus seios eram acariciados, aos longos beijos, diversos gritos de ausência, de dores, ali na mata do coelho, a marca da sombra do seu senhor, na árvore que a ajudava em suas raízes, a recompor a dor dos arranhões em seu peito.

POESIA DE BEY CERQUEIRA 

ENTREGAS


entregues...sexo pulsante
sexo galopante...sexo do erro da errante
sexo das empurradas encurraladas
das noites mal dormidas desperdiçadas
no criado mudo enroscando até o sangue
chegar a boca....sujar o lençol de uma cama de palha
acima do seu joelho abaixo mordo sem perdão
minha língua já faz parte da sua história sem eira sem beira
ponta ereta assim eu também marco meu território
curar suas feridas cicatrizes em meus desejos
abertos pelo tempo dos abraços perdidos nas suas esquinas
procurei lhe dar o calor do corpo a flama que queima
na cama lhe dei aquele abraço ao sal que cura
nessa abertura enorme lhe deixada pela vida
vou deixando minhas marcas devaneio
faminta e febril
ousar-se de mim apenas por prazer
usei você para gozar sobre um banquete
convida-me porque sente minha pele trêmula
sobre sua pele deixa-me bandida  
atrevida selvagem ....arrancaste de mim
para que eu não machuque as minhas entradas  

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 15 de maio de 2012

NÃO ME PROCURE MAIS


seus apelos de costa eu pasmo
fome da virgem que tremia
ao ser tocada
de madrugada
todas
as despedidas
na busca
buscava brutamente
a sua delicadeza
diante tantas facetas
eu ainda tentava
aconchegar-me
banhar com o mel
ao teu olhar de desprezo
acima dos meus próprios medos
eu sabia todo instante
mais você não me deixava
ir
e dentro da minha insensatez
marcamos
 nossos
prazeres
com covardia
e rimos da própria sorte
abafadas jogamos todos os
sonhos fora....salivas secas
suores talhos de remorsos
constante numa cama
abaixo ventre
me envergonho
de ter te amado tanto 
mudas sobre a quentura
do cigarro que queima
esfregamos nossas peles e
eu vou embora

POESIA BEY CERQUEIRA

UM DIA EU CHEGOU LÁ


INSENSATEZ TOM JOBOM (POESIA DE BEY CERQUEIRA)




NÃO ME PROCURE MAIS

seus apelos de costa eu pasmo
fome da virgem que tremia
ao ser tocada
de madrugada
todas
as despedidas
na busca
buscava brutamente
a sua delicadeza
diante tantas facetas
eu ainda tentava
aconchegar-me
banhar com o mel
ao teu olhar de desprezo
acima dos meus próprios medos
eu sabia todo instante
mais você não me deixava
ir
e dentro da minha insensatez
marcamos
 nossos
prazeres
com covardia
e rimos da própria sorte
abafadas jogamos todos os
sonhos fora....salivas secas
suores talhos de remorsos
constante numa cama
abaixo ventre
me envergonho
de ter te amado tanto 
mudas sobre a quentura
do cigarro que queima
esfregamos nossas peles e
eu vou embora

POESIA BEY CERQUEIRA