domingo, 5 de maio de 2013
LÁBIOS
Lábios cedidos sobre meu corpo
Molhado ensaboado tocado
Odores da tarde ao banho quente
Com calma coloco minhas mãos
Em sua pétala tão doce
Ao florir fazendo os dedos puros
Sem intenção apertar sua cintura
Loucamente
POESIA DE BEY CERQUEIRA
sábado, 4 de maio de 2013
DOCEMENTE
Docemente vem caminhando ao meu encontro, essa mulher que tanto me deixa sem chão, rasga as roupas e eu procuro me controlar, pego um conhaque e tomo todo, num gole só, começo a dedilhar pouco a pouco, sobre meu corpo numa dança, acho que era tango, ela vem com o vinho seco, se curva, eu a beijo, faço sexo com ela, salientemente me acalmo, enormes são os lábios que se tocaram, encaixam ao anel porque a doçura não pode calar-se.
POESIA DE BEY CERQUEIRA
sexta-feira, 3 de maio de 2013
SENTE O MEU MODO DE AMAR
Sente veja o meu amor de amar, sinta o sexo ardendo
Em você fecha os olhos,
Eu vou te pegar bem devagar, levantá-la colocando-a no ponto.
Em meus seios que já estão pontiagudos inclina-se, por favor,
Vai balançando no balance seja como for seja até uma meretriz
Por que não, afinal de contas em nossa cama sempre valeu tudo.
Somos donas de nós, dos nossos prazeres, sem erros, sem pudor algum.
Aberta as suas inclinações seus hábitos conheço todos
Bem o seu sexo também elegante ofegante cheiroso gostoso
Que saudade!
Não sei como você forma esses gestos lentos que deixa molinha
Faz-me sombras eu chego avançar as paredes
Ferozmente, porém sem raiva mais com turgidez feito uma fera.
Domável, porém completamente sem controle nesse momento.
POESIA DE CERQUEIRA RABELO
quinta-feira, 2 de maio de 2013
ENQUANTO MERGULHAS
Enquanto mergulhas
Abaixo meu corpo
Coloca-se dentro do
Meu lado posto
Encosta suas coxas
Toco em suas mãos
Levanto e lhe coloco a boca
Debruça no meu eu acima
Enverga-se
Atravessa-me
Com seus lindos seios
POESIA DE BEY CERQUEIRA
quarta-feira, 1 de maio de 2013
SOMOS ANJOS
Somos anjos seja de que forma for
Sobre vidros que se quebram
Espiando sobre a mata virgem
Até as histórias de um jardim imaginário
Destruímos pistas para não nos acharmos
Cobrimos nossas fantasias dentre veias
Que pulsa ardendo queimando deixando
Vermelha as nossas guardas cães que
Latem sobre nosso corpo fervilhando
O caminho para casa correndo fechando
As pernas tapas e beijos nos afloram
Convocamos sobre nossos sinais
Devagar seja lá como for
Os nossos vendavais.
POESIA DE BEY CERQUEIRA
terça-feira, 30 de abril de 2013
O TEMPO
O tempo que ainda não venceu
A voz que grita num ventre
Que não quer se calar
O sexo que ainda clama
Por socorro queima nossas estradas
O acontecer em outras bocas que nos
Machucamos por pensar em amar
Rasga o entendimento num roçar
Que nesta mansa tontura que nos
Tortura todos os nossos dias
Quero que se exploda uma sociedade hipócrita
E que meu corpo faça a democracia em você
Nessa saudade que nos deixa estranhas
Que rasgue nossas entranhas faça-nos ser
Únicas que possamos matar a nossa tristeza
No gozo pleno de tantos êxtases que vivemos
Assim retornaremos a nossa sanidade...
POESIA DE BEY CERQUEIRA
segunda-feira, 29 de abril de 2013
SEMPRE TE INVENTO
Sempre te invento, porque meus troncos, minha costela invertida, meus zens, opostos, deseja consumir-me sobre essa poeira que o tempo não apaga, sempre vou te inventar no meu sono, dentro de mim, não é fantasia, reviver intensamente grandes momentos, entre duas mulheres que se amaram, se amam, a distância não apagou isso, preciso andar pelo teu gozo de suas proezas, me molhar, e pelos contos de minha poesia profanas, passando os braços entre seus vácuos, e me liquidar a me santificar, nesse barco a deriva, abaixo de um sol quente, nossas vírgulas, vem a mim, deixa-se ser desejada, purificada, novamente, o que tu sentes, saia desse casulo, eu preciso do teu amor, eu necessito das suas verdades, do seu cheiro, deixa eu te tocar, voe sobre mim, deixa eu te contar histórias, vamos juntas reviver histórias.
POESIA DE BEY CERQUEIRA
domingo, 28 de abril de 2013
AFLORA
Aflora a boca que dentre as pernas prendem
Conduzindo ao ventre língua em longos
Momentos a sede sedenta cede ao meu corpo
Molhado a lareira acesa abres debruço
Minhas mãos acariciam descendo desde o pescoço
Até os pés passando pela curva do G
E ali paro invadindo-a
POESIA DE BEY CERQUEIRA
sábado, 27 de abril de 2013
CEDE
Cede a mim breve umidade
Ela é gosto de morango bem doce
Morde dentre seus dentes a minha
Maça me
Prende ao chicote do gozo
Nas incertas aberturas que
Filtra sobre a língua que passa
POESIA DE BEY CERQUEIRA
sexta-feira, 26 de abril de 2013
ADELE SKYFALL (POESIA DE BEY CERQUEIRA)
http://www.youtube.com/watch?v=Zb7J5-e5NAY
V
INSTINTOS
aflorando-me por dentro
meu corpo de mulher
embriagado sem juízo
pagã pelos sutis toques
estimulada por inteiro
tesão
me revejo outra vez
em você
quero-a firme
cobiçando a elucides
de nossas fendas
profundas mais
sem identidade
POESIA DE BEY CERQUEIRA
DENTRO DE CADA QUEBRADA
Dentro de cada quebrada das ondas
Sentada olhando ao horizonte
De manhã abrindo ao por do sol
O calor invade meu corpo
Começo me encharcar
Molho minhas roupas
Beijos me resta em mim fazer
Língua seca minhas entradas
Ressecada queimando na areia
Pudica entre meu cruzar de pernas
Rango meus dentes ao passar de um
Moça com olhar de uma felina me debruça
Com andar bem devagar ela me olhar
Perdemos a noção do tempo hora lugar
Mais fizemos o que nossos desejos queriam
Depois cada uma foi para o seu canto
E sobre o meu encanto tomei um banho
Numa água fria meus poros abertos
Entranhou os brilhantes de uma purpurina
Em meu nariz ficou o casco parecia cristal
POESIA DE BEY CERQUEIRA
quinta-feira, 25 de abril de 2013
EU PRECISO
Eu preciso sentir você por inteira
Eu preciso tocar em você
Tocar seus seios amaciá-la
Deitar você na sua cama
Invadi-la intensamente deixar-te sem ar
Escutando um blues
Eu preciso dizer-te que te amo
Dançando escutar você
Murmurando nos seus ouvidos como é bom
Sentir seus pontos fracos se assanhando
Desço pelo seu corpo e te surpreendo
Estamos de olhos fechados por que eu
Sei cada curva a percorrer sobre você
Tesa estou porque tenho instintos
Feita uma fera as horas avançam
Seduzindo nem sentimos passar o tempo
Moldando você esquivando numa bela dança
De tango....Apertando-a
Sobre suas mordidas arranhadas
Meus ombros se rasgam e eu
Salivando debruçadamente sobre ti
O mar está longe mais sobre a brisa
Da madrugada tu afogas
Em minha boca o teu êxtase
POESIA DE BEY CERQUEIRA
quarta-feira, 24 de abril de 2013
SEJA SEMPRE LINDA
Seja sempre linda, elegante, com personalidade forte, seja na cama, uma menina sem beira, sem eira, seja impura, passiva, ativa, me toca sem medo algum, que eu lhe faço tirar das têmperas, arrancando suas roupas, tesa, darei a você sua identidade, voltarei ao velho tempo, sem puritanismo, seremos únicas, tirana, inundaremos o bairro com o nosso cheiro vulgar, enquanto santificamos nossas puras emoções, entre mansas pernas, entre dedos trêmulos, endurecidas coxas, o apertar sedenta de ondas vibratórias, entre um corpo molhado, entre películas endurecidas, entre beijos línguas atordoadas, amordaçada, pelo êxtase que o vento balança nossas lembranças, aonde toco seus seios, aonde aperto suas vísceras, possuo seu ventre, e lhe tiro do sério....
POESIA DE BEY CERQUEIRA
VEM FORTE
Vem forte
Morde crava suas
Unha arranca a
Roupa
Abaixa a janela
Acende um cigarro
Me pega uma bebida
Forte
Sexo amor paixão
Seja o que for
Passe a língua
Perde a postura
Arranca os botões
Morde os lábios
Funde-se bem fundo nas fendas
Funde até ralar os poros
Dentre as pernas e
Exalar o cheiro descendo
Um líquido cremoso
Entre duas damas
Sem vergonha...mais que faz gostoso
POESIA DE BEY CERQUEIRA
terça-feira, 23 de abril de 2013
EMPREENDE-SE
Empreende-se arrebita
Espera
No tempo certo
Venha devagar
Na tua
No meu
Há exatidão
Alarga inapta
Quieta absoluta
Numa forma diferente
Sexo
Indaga
Coloco-me na sua
Nádega
Outra forma espontânea
Sem dor
Será o nosso segredo
você me perturba me deixa
Fora do eixo
Arde de excitação mais adora
POESIA DE BEY CERQUEIRA
segunda-feira, 22 de abril de 2013
ESSE TRAVESSEIRO
Esse travesseiro que me apoia
Entre as pernas após uma noitada
De adegas de bares em bares
Sobre guetos
É aonde eu conto minhas histórias
Revivo minhas fantasias
Recordo meus prazeres
Redobro reviro o meu corpo sobre meu
Apego e me torno
A minha outra metade
POESIA DE BEY CERQUEIRA
sábado, 20 de abril de 2013
INCERTAS
Incertas nas suas buscas
Debruçamos sobre nosso peito
Sugamos
Matamos a sede
Língua posta no lugar certo
Canal aberto
Sofá de palha
Trêmulas sobre o feixe de luz
O barulho da chuva
O cheiro de capim molhado
Buscamos o nosso infinito
Vivemos esse momento cravando
Incertas
Sobre um punhal no apoio
Que alaga nossos lábios
Viciosa nessa rede de balançar
POESIA DE BEY CERQUEIRA
sexta-feira, 19 de abril de 2013
O QUE AINDA NÃO FOI TOCADO
O que ainda não foi tocado, tocarei com delicadeza, ou estuprarei sua divindade, não terei pena de seus gritos, porque você gosta da dor do tesão, a cada canal arrebento uma veia, pegada estranha, delicadas, ou simplesmente vou descobrir o que mais queres, um solo, ou uma sinfonia, que o espaço sentirá vibrar, gostoso demais amaciá-la, invadir pressionando suas vergonhas, o tato que com prazer delicadeza e muita vontade de te fazer sexo, de amar você, entrará com cactos ao vento ventre, da donzela que dorme no mato.
POESIA DE BEY CERQUEIRA
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