sexta-feira, 23 de outubro de 2015

QUERO LHE MOSTRAR

Quero lhe mostrar tantas coisas, enfeitar-te em minhas fantasias, que são tantas, preciso criar, construir, até nas horas impróprias, aquela que não dispomos, disposta pressionar o que mais lhe traga prazer, vais pulsar em mim, vou passear sobre teu corpo, desvelar em ti alguns dos meus desejos, destruir sua privacidade sobre a minha, porque somos duas mulheres individuais, nossas convergências, é que nos faz dançar um balé clássico, nas pontas dos pés.

TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

ESTE

Este estranho poder delicado
Dentro de mim totalmente
Desfalecido angustiado
Requintes de loucos mudos
Sem alicerce 
Quiseres imprudente
Abaixa a ditadura
Fale baixo
Grita menos dentro seus refúgios
Queima sua língua apodrecida
Caco de gente saiba que eu também 
Tenho dentes 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

QUERO NESSE AMOR

Quero nesse amor, sentir sua força, com força o encontro dos nossos sexos, como um laço, sem nó, é claro, quero brincar, deliciosamente, namorando cada detalhe seu, lhe amordaçar, apenas para escutar o seu ungido, baixinho, numa ingenuidade, louca em poder possuí-la, na minha ressaca, quero beber do seu vinho, que lhe banha dentro suas pernas.

TEXTO POEMA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 20 de outubro de 2015

CANSADA

Cansada
Embrenha no meu 
Erotismo 
Exótica como fruta do conde
Eu exploro porque quero 
Alcançar-lhe 
Apodera-se sem pedir
Licença eu permito
Vou caça-la nesta mata
Jogá-la pelo chão 
Deixar o mar lamber suas entranhas
Arranha-la sobre o tronco
Que ele custe pela natureza
Forte 
E você não terá saída
Meu corpo é quente
Nessa quentura o prazer 
É a nossa casa

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SOBRE MEUS LÁBIOS

Sobre meus lábios
Entre nossas bocas pequenas
Venha me castigar
Mexe com os meus cabelos
Entorpece-me exoticamente
Nessa fissura que treme

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 18 de outubro de 2015

NESSA ROÇA


Nessa roça imunda
Nesse florescer
Ventania posa
No roçar
Não me diga além
Nem me pergunte por quê
Não questione as minhas razões
Nem quero saber
Nessa roça molhada
Em um beco sem fim
Empurra-me para dentro de ti
Depois para aonde eu me encontro

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 17 de outubro de 2015

JUNTAREI

Juntarei os nossos mundos
Agarrarei nos sues galhos
Eles são quebráveis
Frágil
Pendura-se no meu cabelo
E vem descendo em minhas
Costas suadas
Murmura
Meus ouvidos soam
A sua delícia porque
Capta a sua voz

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ARRANHA-ME

Arranha-me toda
Deixa-me enfurecida 
Eufórica
Completamente louca
Sem palavras
Com gestos e um
Olhar que possa lhe convencer
Apenas o suficiente
Para balançar no seu 
Cansaço sobre teu mistério
Extremamente delicado
Numa lua cheia

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

BATE NA PORTA

bate na porta e pergunta se eu estou, se eu responder, é porque eu talvez simplesmente não queira falar com você, mais te aconselho meu amor, pule a janela, você verá o quanto eu já te esperava.

FRASE DE BEY CERQUEIRA 

DERRAMADA

Derramada em euforias
Embriagadas
Aperto suas ancas
Ponho você sobre mim
Na beirinha brincamos
Ficas ereta e eu 
Sadicamente te tranco 
Dentre minhas pernas
Minha pele úmida pinga suor 
E dentre meus dedos molhados
Você se se extasia 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

NOSSAS GRUTAS

Nossas grutas com requintes
Roçam-se
Derrama lama que entranha
Dentro de nossas pernas
Você morde minha cara
Meu pescoço
Meus ombros
Toca meu seios
Em um dos altos momentos de
Putaria contigo está vermelha
Castigada mais eu lhe retoco

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 13 de outubro de 2015

DOS TEUS TOQUES

Dos teus toques
Reviro-me em teus apegos
Vibramos como uma corda
De violino quando estamos
Com nossas mãos entrelaçadas
Meu deito no teu peito
E sinto aconchegada como é
Bom à orgia castigada
Entre nós duas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

POIS É

Pois é no vai e vem 
De nossos momentos
Manejo o barco sozinha
Preguiçosa minha
Menina linda
No doce amargo
Nesse sexo alucinante
É por ai, é bem por ai
Que nos encontramos

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 11 de outubro de 2015

VIRO-TE

Viro-te
Reviro 
Pesquiso 
Teu corpo
Minha fêmea
Sou seu lado do avesso
Meu amor
Manejos
Suas entranhas
Seus encantos

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 10 de outubro de 2015

DIZEM QUE É AMOR

Dizem que é amor
Não, não é eu garanto.
Eu tenho certeza que é
Apenas sexo 
Muito sexo
Sex em chamas dos apegos
Vira-me do avesso
Maneja-me
Dobra-me depois deixa 
Que eu te comando

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ESSA MÃO BOBA

Essa mão boba
Safada
Envolvendo meu corpo
Que é teu
Tua danada
No seu uivar quando
Nesse fogo todo
Nossos corpos queimam
Tesão necessitado

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

SUA LÍNGUA

Sua língua percorrendo todo o meu corpo, me atrevo a mordê-la, euforicamente, aperto nossos pontos, já não estava aguentando mais de saudade, em deslizar-me sobre o teu fogo, viril, fazendo na cama minhas poesias eróticas, nesse exato momento, mais do que nunca, preciso de você dentro de mim, fêmea amada minha.

FRASE DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

LATENTE

Latente
Latejante
De lado
Deliciosa
Bebo seu mel
Melado
Percorro
Suas vírgulas
Coloco-lhe
Dentro de mim
Admirando o teu olhar
Enquanto suas pernas
Abre e fecha sobre meus
Dedos 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 6 de outubro de 2015

SOCADA

Socada nessa profundeza 
Sinto a saudade de você mulher
Bebendo-me percorrendo meu corpo
Puxando meus cabelos
Arranha-me toda
Nesse galope desenfreado 
Toco tuas entradas
Minha cara senhora
Molha-se toda me curando 
Bebo você por que tu 
Lateja em minha boca
Dentre meus dentes
Uso uma algema e 
Tu uma espora

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

NOSSAS PELES

Nossas peles tem química
Nossas línguas numa saudade
Profunda suplica latejando nossos
Pontos mais fracos
Enquanto uma parte se fecha
A outra se abre como uma pétala
De rosas vermelhas
Num mato fechado
Cheirando jasmim

POESIA DE BEY CERQUEIRA