quarta-feira, 3 de julho de 2013

PECADOS

pecados desmentidos
mentirosa
deploráveis
aonde tu deprimida
adormecia
louca cheias de
vontades
perdida de boca a boca
inflame dilacerada
eixo nas coxas que eu
atiçava
oferecida
debochada ao bicho papão
que adormecia enquanto
eu te ninava
doente
faminta febril
desmiolada
acaricie o teu rosto
sentirás meu afago
acaricie-se suas entranhas
que sentirás o meu gozo

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 2 de julho de 2013

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


A ARTE DE BEY CERQUEIRA



MARIA BETHANIA "ESCANDALO" (POESIA DE BEY CERQUEIRA)



ESPAÇO FECHADO

Fissura
Eu não sou santa
E nem quero ser
Mais sou louca
Por ti
Encaixada
Sobre um rapaz
Santo
Ébrio sem juízo
abafa essa identidade
amante
dos cais da cidade
esconde seu rosto
bebe líquido cheira sal  leitoso
quando qualquer um no espasmo
imponho a você os meus desejos
farsante
repulsante
mais uma mulher
ativa
fosse ao gozo duplo
deita-se aos dedos patéticos
manipulada em sutis toques
despertas
se verga
seca

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A ARTE DE BEY CERQUEIRA






DEFINITIVAMENTE

Definitivamente tremi nas bases, quando a brasa profana, entoada a todo os dias, me fazia atrevida, atrás de uma mulher desqualificada, quando me olhava no espelho, quebrado, minha boca cansada de uma realidade ao tocar mantos, sujos, com cheiro de sangue, soberana. E tu profana, as vezes santa, ao disfarce do meu querer, deslumbrante, nessa esquina, que relata tantos segredos, dos quais eu preferia que morresse, porque ainda dói o gozo forçoso, porque ainda ficou a doença perdida, inchaço de tantas mordidas, me torna imunda da própria fraqueza, ao sugar de seios machados, e deixar-te contorcer, pedindo que me fizer alimentar-se, apertava meu pescoço porque não queria que eu deixasse de possuí-la, demasiadamente, ali mesmo, ao longe um riacho, ao som dos pássaros, que abafava seus gritos incontroláveis da minha carne sobre tu, bandidamente, te peguei nesse cabaré de vísceras que interrompe seu cálice dos mais profundos, quando adormece em meus sonhos.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 30 de junho de 2013

ESSE PRAZER

Esse prazer cheios de meninice
Um sorriso que clareia nossas mentes
Uma música tocando ao fundo
Nós duas ciganas na vida eu até desnudo 
Quebro esse silêncio
Sobre nossas sensações sinto vibrar
Nesse tempo servil a nós
Aqueles momentos vividos intensos
Que sobrava todos os dias
Nos instintos dos mais sensuais
Tão lindos!!!!
Oferecidas no íntimo sentimos o teso
Sinto seu cheiro
Das veias que pulsam e faz queimar
Nossas entranhas

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 29 de junho de 2013

BUSCO

Busco a flama que cala meu peito
Busco o abraço que me retorce
Quero fazer uma escultura 
De todo o seu corpo
De suas mãos 
Entre seus detalhes 
Exposto
Quero colocar o quadro sobre meu jardim
Por que quero 
Olhar todos os dias
E ao sentir-te 
Fazer vibrar minhas
Ternuras 
As mais impulsivas....

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A ARTE DE SULLA FAGUNDES (SHEILA)



Sulla Fagundes-poema- Brisa- música - Summer of

TEU CENTRO

teu centro me encaixa
numa íntima poesia
a gente conversa sobre
o momento que estimula
nossos ímpetos febris
entre em ti mulher que  me
dá tanto prazer....
deixo andar-me sobre a sedução
e você faz de mim a sua escultura
estreitos corpos que se grudam
quero escutar bem baixinho
seus gemidos atrevidamente
me coloco como libertina
nossos corpos contorcem
sou seu homem bandido 
enquanto você quer ser tocada
por uma fêmea que cobre
a minha carne

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A ARTE DE SULLA FAGUNDES (SHEILA)


QUE SONHO

Que sonho é esse que explode
Faz-me estranhar que me molha
Que venha me despertar me sinto
Sua dona um dono danado 
Um cão que te possua 
Como sou uma dona inteira 
Você não percebe o meu domínio
Finca os pés sobre lenhas queimando
O fogo dá sede....desta sede de pele 
Se trocando para uma sede 
Do caminho que já percorreu
Minha marca em suas entranhas 
Sinto o próprio desejo sobre tantos
Outros orgasmos com força eu te viro 
De costas mergulho profundamente
Numa ternura desconhecida de nós
Para que você não perceba
O meu engano

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A ARTE DE SULLA FAGUNDES (SHEILA)


NÃO PODEMOS

Não podemos esconder as nossas vontades
Não podemos detonar a ternura que nos cerca
Serás minha talvez um dia outra vez
Sinto tua pele serena cheia de ternura
E suas mãos tocando o meu rosto
Enquanto acaricio seu corpo fervendo
E antes que a noite caia deitada na cama
Somos uma só se olhando a perfeita
Sintonia esse aroma que refresta nas frestas
Vem dali de um lugar mágico a mim seduzir 
Um vendaval sagrado nos prazeres de uma
Fonte que mata a sede infinita ofereceu-me 
Como exato esse momento para seduzimos 
Nós duas em gargalhadas tomamos pontos
Nesse horizonte habitamos nosso território 
Cravamos nossas cicatrizes 
Abençoadas seja tu mulher de ondas 
Da leitura que me vira do avesso 
Vivemos distante não separada
Amada minha 
Vamos navegar nessa pequena onda 
Vou deixar que investe em meu corpo
Enquanto invado o teu 
Vamos ancorar nossas raízes para não explodirmos
Sobre teu olhar faminto eu entendi
Como afagar tê-la numa senda 
Aonde exala o perfume
Que só nós duas entendemos

POESIA DE BEY CERQUEIRA 

A ARTE DE SULLA FAGUNDES


terça-feira, 25 de junho de 2013

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


A ARTE DE BEY CERQUEIRA



FAFA DE BELEM VELHO PIANO (POESIA DE BEY CERQUEIRA)



QUE O AMOR

Que o amor vasta um oceano
Abrindo fissura pelo gozo que alastra
Obscuros sobre as sombras
Que invade um cais
Cheirando misturas de raças
Embriagados  que não se identificam
A cada gole de cachaça
Em cada saia levantada
Tocam ao fundo um piano desafinado
Que em face aos desenganos
Engana o próprio amor
Sobre uma mascara que disfarça
A dor
O tamanho da angustia e seus danos
Causado pelo êxtase mundano
Cheio de vontades
E quando procura sossego
O relógio atrasa nessa fenda aberta
Precisando de cuidados

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 24 de junho de 2013

EM TRAVESSURAS

em travessuras arde minhas coxas
que fecho para não perder esse queimar
das cinzas quando toco minhas lembranças
um colapso em ti sempre repasso
na minha mente a sua linda anatomia 
e no reverso do meu corpo seu corpo 
meu espasmo...esteio íntima em minhas
poesias eu quero morar-lhe o quanto é desejada
na hora que reverso nossos corpos colados 
anestesiados sobre testas avantajadas aonde
você coloca sua película a apertando-a em mim
nos amontoamos entre mãos aqui ou lá ocular 
bocas que se mordem línguas que se acariciam
é tão gostoso te ter
não quero ter juízo nesse momento muito pelo
contrário eu quero perde-lo totalmente
não quero me castigar nesse maldito tesão
quero me entregar a mim intimamente
assim poder sentir você no meu ventre
aconchegante arranhando minhas entranhas 
ao nu das costas que eu seguro as paredes 
e você abusa de mim...como gosto disso
enlouqueço a minha sede infinita jorrada nas suas
explosões feminina aguçada em meus retornos
nos pontos que nos façam gemer

POESIA DE BEY CERQUEIRA