sábado, 25 de maio de 2013

A ARTE DE BEY CERQUEIRA




TIRO

tiro
ponho
dentro
insinua
desejo
exalta
tesão
ventre
brasa
mexe
balança
no eixo
finca
avança
duro
seda leve
dedos
molhados
lubrificados
por toda tua
maduro corpo
grácil
toco suavemente
seios
quando o cansaço
sobre descobertas
me abate

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 24 de maio de 2013

ENFEITIÇAVAM-SE

enfeitiçavam-se tudo começando com uma brincadeira
enamoravam a um meio olhar tipo cigano
quando os lábios sensuais gritavam de dor
balbuciavam um ritual mágico era um pouco
estranho porque desdenhava como com contra passo
passo a passo acariciando você 
suas costas eu passeava com beijo até 
puxar seus cabelos e morder sua nuca
a maresia bate em minhas mãos e a congela
sem querer lhe faço carícias paixões diversas
e meio descompensada totalmente frágil
você se deixou levar semi nua porque
eu ainda lhe estava arrancando com meus dentes
sua blusa já rasgada pano antigo 
enquanto isso desavergonhada a minha direita
arregaçava seu jeans 
mal passado já surrado até que 
tudo me veio num teso enorme desenfreado
insinuei promessas sutilmente 
mais amanheceu,,,,o tempo nublado
estava frio....solitária levantei peguei meu rumo
e até hoje não sei em que canto de bar eu posso
te achar....

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 23 de maio de 2013

CAVERNAS PROFUNDAS

Em suas cavernas profundas mergulho
minha língua ferina endurece 
percorro todo canto deixando inchada
toca dedos famintos de desejos
tiro-os porque estou pronta
pernas fechadas automaticamente
perco o ar...me recomponho
pressionando o ponto lambendo arrepia
no poço fundo abre-se uma roseira deliciosa
vou circulando enfeitiçada anestesiada 

brincamos sobre o jardim que aflora faço juras
de amor eterno até promessas já fizemos
como a harpa dedilhada e sobre um violino 
ao longo entoa um canto fantasiado 
dentre e os 
meus sentidos já lá dentro 
exala um perfume por todo meu rosto
transfigurado 
um desejo tão latente que mutila a própria paixão.
você pede mais e mais segura meu cabelo
como uma leoa no cio pulsante 
me arranha com seus pelos 
que eu amo ser tão mal cortado
bate forte sobre a cama...me vejo como um
solitário bailarino da qual ventania brinca 
em meus sonhos

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 22 de maio de 2013

AS ESCOLHAS

As escolhas vão vencendo
Arrebentando o abrir das rosas 
Vermelhas ardida por tanto ser
Mordida numa carícia violenta
A cor descreve essa abertura
Como uma pequena fissura que 
Prolonga-se
Ao fundo de joelhos eu me capo
Arrebata no vai e vem nessa aventura 
Do qual o vento um furacão no sinal
Sobre as nuvens carregadas
As pétalas voam trazendo seu cheiro
Ao meu exercício como um rodamoinho

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 21 de maio de 2013

AS MÃOS QUE ME TOCAM



As mãos que me tocam, embriagadas, embriagam-me, sempre num bar sujo, tem que cheirar bebida forte, cerveja espalha pelo chão, sou o rei de um palácio dais quais as tenho como rainha, não me cobram nada, lhes deixo livres, nadando, dançando, também não me cobram nem uma atitude sã, porque meus olhos quando as fitam enxerga os seus olhares, a cada um sei seu nome, por cada dança uma melodia, a cada harmonia das que me pede, e sobre a minha boca sedenta bordam acima, não importa que a pele os poros seja negra, ou branca, não importa, entrego à febre as faço sentir fêmeas, minhas intensamente.

POESIA DE BEY CERQUEIRA


segunda-feira, 20 de maio de 2013

O QUE PODE SER MORTO


O que pode ser morto urge debaixo
De suas saias, é o seu fogo que acalenta.
Que desliza como mel sobre o meu passar
Entre suas curvas que me afunda
Entre seus nervos que me deixa louca
Sua psique me detona
Mais seu íntimo chama-me a toda hora
Eu não mataria isso ...

POESIA DE BEY CERQUEIRA

SEU ÓDIO


Seu ódio me incomoda porque me deixa fora de tentar amar outra pessoa, intensamente, quando penso no que poderíamos ser, mais seu rancor, me faz escapar as ferramentas para construir o bem estar, seus ócios me penetram como se rasgasse me colocando um ácido amargo, lascando ao longo de toda uma estranha ave reza, arrematada de películas rasgadas, sem sangue.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 19 de maio de 2013

sábado, 18 de maio de 2013

SENTE O MEU OLHAR


Sente o meu olhar, deixa o meu tesão te despertar, deixa-se se excitar, chega de fazer doer a paixão, deixa o desenfrear acender o fogo, deixa o vento trazer um tempo, não podemos resistir as chamas porque elas nos queimam,  acompanha o encanto, meu deixa te olhar, acompanha também o tremer das minhas pernas, deixa eu te tocar, alucinar-te com minha voz sobre um corpo gemido de marcas, o sol nasce fusco enquanto vivemos de sonhos sobre a madrugada, são desejos de saudade, porém insubstituíveis, único, quando me no vácuo me viro e durmo.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O RANGER DOS DENTES


O ranger dos dentes 
Joelhos ao chão
Âmbar dos sentidos
Espia no espelho tua face
Que ouvirá meus gemidos
Meu corpo é um templo de desejos
Boca
Sexos
Lambe meu ponto fraco
Poupa-me toca-se
Que eu lhe convenço do quanto
Os rangeres de dentes à dentro e
No antes, durante, depois é maravilhoso!

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ABAIXA-SE


De joelho reze o que eu lhe pedir
Enquanto percorro suas estradas
Desviando das curvas apertando
Dentre suas coxas ocupadas dolentes
Histórias nesse jogo de roçar gostoso
Longa entre os meus lábios vermelhos
Fibras eretas que te encosta
De joelhos meus modos desfrutam do
Templo do côncavo do fruto da maça
Aberta ao meio

POESIA DE BEY CERQUEIRA 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

TUA


Teu ventre desfeito pelo soco nos testículos
Abaixo o peito nesse jogo sujo 
Feia forma de dizer que gosta
Egoísta deusa que eu gosto usa-me 
Tira da minha reta esse infeliz passado
Porque fui tocá-lo? Você me machuca não me respeita
Fico abaixo em posição de feito
Procuro me esconder de teus anéis
Dos teus feitiços mentiras
Não tenho medo do tempo apenas adormeço
Com ele....
Perco o sono mais enfrento a dor dentre minhas pernas
Suas e minhas escolhas erradas malditas tanto no antes
Como no agora....me deixa suja por lhe desejar tanto!!!!
Mais que se ferra esse beco cheio de vermes e
Molhado por uma poesia mal feita que se dane
Nesse berço encharcado aonde se fere quem não se ama
Feriu com as mãos que te balançou no berço
Desconta a sua fúria, o seu sopro, rancor e ódio. 
Por toda a sua vida por ter recebido sexo mal feito
São suas escolhas.... eu apenas partir bem antes
Foi comigo e eu com você que tivemos o sentido real
De um prazer infinito, não adianta você me quer.
Tanto quanto eu lhe quero... Somos o próprio gozo
Aonde todo é latente, lateja, lacrimeja, endoidece.
Tento passar para você o quanto precisamos 
Molharmos a baixa luz 
Teu semblante cansado adormece na boca 
Coloca-o em meu ombro... Deixa-me deslizar
O meu lobo... A minha fúria de amor sobre teu corpo
Enquanto eu procuro nos sonhos preciso sentir 
Nossos vícios como pedra dura gravada
Dentro do meu peito. Eu te amo!!!!!

POESIA DE BEY CERQUEIRA

APESAR


apesar de tudo que sinto com suas bravuras
sou branda com você
peço que meus pontos
não tenha mais modos que caminha
que segue para outros pontos dos quais apenas
me sirva de aborto a grosso modo
mais que seja sereno branco gelado como
uma noite bem fria
nossos lábios famintos abaixo do umbigo
eu não preciso mais falar com você
nem escutar a sua voz
isso tudo já toma conta de todo o meu ser
como não se engana a minha do seu
doce mamilos corpo delicioso leite quente
nunca vou te esquecer são meus sempre
serão meus mesmo invisíveis
sedenta ceda-me a sua fruta porque é o que você
mais quer na vida....não seja burra e
sobre nossos nus corpos descascados
saboreamos uma a outra

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 14 de maio de 2013

NO SEU VÁCUO


No seu vácuo quente, retoma o que se penetra a bússola não marca mais, não temos por onde nos esconder, assumimos nossos desenfreio, nos arredores de nossas grutas, profundas, aonde o mar lambe, os pontos aonde nos deixa uma sobre a outra, sem distinção do que é certo, porque o certo é encaixarmos no nosso tempo hoje, agora, sem perdermos a oportunidade do sexo perfeito, do cheiro que me faz tão perfeita, do seu jeito que me balança, nesse quente aroma, afrodisíaco, quando lhe puxo, e você aperta meus cabelos, nesse galopar entre duas mulheres gigantes, em busca do elo, dos vícios, da vastidão, do apagar do gelo dentre as pernas.

POESIA DE BEY CERQUEIRA