segunda-feira, 13 de maio de 2013
MINHA SEDE
Minha sede por ti eterniza minha vida
Inclinas repousadamente as suas ancas
Em minha boca seca pelo tempo
Levantas vem feito uma felina
Arranha-me a cara tampa meus poros
Minhas memórias me acusam te marcam
Seda a mim o seu tempo
Retesada mostra seus dentes
Penetra até ao ventre
Atormenta minhas entradas
POESIA DE BEY CERQUEIRA
domingo, 12 de maio de 2013
MANSA
Mansa abriu-se, por favor, caminha pouco.
Vem devagar passeia sobre todos os
Meus pontos, não diga nada.
Fica em silêncio, solta seus sulcos
Minha boca já está entreaberta e os
Meus instintos são bastante lucrativos
A mim posto para ti em chamas
POESIA DE BEY CERQUEIRA
sábado, 11 de maio de 2013
COLOCA RÉDEA
Coloca rédea em minha vida
Faz-me florir sobre seus gemidos
Entre seus dedos
Toca-me não pergunta nada e
Com tua língua vem e passa sobre mim
Você tem macias coxas grossas que vou
Morder entre meus enlaces pegar a sua
Anca com força de um homem
Minhas coxas irá ter uma convulsão e
Vagarei sobre todas as suas vagas
No seu quarto
Quando você estiver dormindo
POESIA DE BEY CERQUEIRA
sexta-feira, 10 de maio de 2013
CANTO DE BAR
Canto de bar que contraste
Nossos corpos dançam em cubos
Vagarosa toma a rédea
Nesse canto de bar fedendo cachaça
Quando lhe peguei pela cintura
Deixei-lhe tonta embriagada de
Tantos amassos eram a parede
Que nos segurava
Apertávamos tanto uma a outra
Que por ali mesmo ficávamos em brasa
Claro tinha que lhe chamar para cama
Para qualquer lugar mais calmo
Ficaríamos mais a vontade
Aonde encontraríamos os nossos segredos
Dos mais sórdidos aos mais puros
E foi daí que vivemos alguns anos juntas
Foi lindo! Inexplicável inesquecível mais
O tempo castiga faz as noites passarem
As vísceras fecharem o sopro sufocar
E num canto de um bar embriagada
Me pego relembrando nossas lembranças
Esguias a mim sozinha em meus braços
POESIA DE BEY CERQUEIRA
quinta-feira, 9 de maio de 2013
SISTEMA NERVOSO
O seu sistema nervoso está muito abalado, vamos assumir nossas saudades, vamos tentar nos seduzir, ao ponto de desmaiar como fazíamos antes, eu aposto que o que nos falta é esse querer, uma da outra, vamos parar de negar, vamos produzir o nosso leito, cama desalinhada, roupas rasgadas, espalhadas pelo chão, da cozinha, banheiro, quarto, vamos nos permitir termos novamente, porque sabemos que temos êxtase, vários, no modo mais desdobrado, mais gostoso porque é depravado, sem pudor, somos duas mulheres, que se ama, que fazem amor, sexo, selvagem, ou não, sobre túnicas, na penumbra quando o véu cair será por opção, nossa, atordoada eu fico, com e você sabe como minhas entranhas na clareza do bacanal fica furiosa, fecho as pernas em suas cinturas, e lhe faço minha presa, até no sono, livre somos, e quando cai à chuva vai limpando arrastando nossas vontades, nos fazendo meretriz, alivia a minha dor com a sua força, esfrega a ansiedade dentro de mim, me deixa curvar-me até o ponto onde você está aberta, me coloco bem no fundo de suas fendas, quando jorrando em minha boca o seu líquido tão cheiroso, amado, ao som de um bandolim, num contraste a luz neon, no seu bale sensual, me queimo pela febre, trêmulos dedos. Enxergo suas ancas, e a desvia num movimento afinado, sobre minha boca seca, ao teu prazer.
POESIA DE BEY CERQUEIRA
quarta-feira, 8 de maio de 2013
PERNAS
Pernas
Crescente
Enquanto
Densa
Docemente
Curva em nó
Estafante carne
Furiosa
Desdobrada
Jorra
Olha-se
Imagem turva
Sou eu
Produzindo raios
Queimando
Os teus (nos) meus
Numa só sintonia
POESIA DE BEY CERQUEIRA
DESARME-SE
Desarme-se se curva vai até o chão
Fique de joelho aperto seu rosto
Vou descendo faminta até abaixo
Deixa-me pecar sabe por que
Por que não terei razão de não fazer-te
Frívola para que suba sobre os pontos
Tantos pontos G que ao toque dos dedos
Fazem-me alucinar de tanto....ereta até
Na ponta da agulha fagulhas toca suas
Pintas entre minhas pernas mergulho
Suspensa nos impulsos
Estátua livre nua fique quieta
Vou fazer sua moldura e
Com ela dormirei a madrugada
Abraçada em quantas árvores carnívoras
Correi roas que invade os ancestrais
Roçam dobram e bate sininho
Desfruto do doce numa branda madeira
Cor de mel
Desarme se me deixa te amar
Porque a chuva pode cair tão forte
Que a tábua do ventre aberto
Entreaberta um dia pode apodrecer
POESIA DE BEY CERQUEIRA
segunda-feira, 6 de maio de 2013
QUEM FOSTE TU
Quem foste tu nessa nudez selvagem
Pelo chão da sala meus ombros desfalecem
Dentre suas coxas me marca
Sua tepidez meu pecado seus movimentos
Domam-me feito loba aonde descabem
As minhas estreitas entradas
POESIA DE BEM CERQUEIRA
domingo, 5 de maio de 2013
LÁBIOS
Lábios cedidos sobre meu corpo
Molhado ensaboado tocado
Odores da tarde ao banho quente
Com calma coloco minhas mãos
Em sua pétala tão doce
Ao florir fazendo os dedos puros
Sem intenção apertar sua cintura
Loucamente
POESIA DE BEY CERQUEIRA
sábado, 4 de maio de 2013
DOCEMENTE
Docemente vem caminhando ao meu encontro, essa mulher que tanto me deixa sem chão, rasga as roupas e eu procuro me controlar, pego um conhaque e tomo todo, num gole só, começo a dedilhar pouco a pouco, sobre meu corpo numa dança, acho que era tango, ela vem com o vinho seco, se curva, eu a beijo, faço sexo com ela, salientemente me acalmo, enormes são os lábios que se tocaram, encaixam ao anel porque a doçura não pode calar-se.
POESIA DE BEY CERQUEIRA
sexta-feira, 3 de maio de 2013
SENTE O MEU MODO DE AMAR
Sente veja o meu amor de amar, sinta o sexo ardendo
Em você fecha os olhos,
Eu vou te pegar bem devagar, levantá-la colocando-a no ponto.
Em meus seios que já estão pontiagudos inclina-se, por favor,
Vai balançando no balance seja como for seja até uma meretriz
Por que não, afinal de contas em nossa cama sempre valeu tudo.
Somos donas de nós, dos nossos prazeres, sem erros, sem pudor algum.
Aberta as suas inclinações seus hábitos conheço todos
Bem o seu sexo também elegante ofegante cheiroso gostoso
Que saudade!
Não sei como você forma esses gestos lentos que deixa molinha
Faz-me sombras eu chego avançar as paredes
Ferozmente, porém sem raiva mais com turgidez feito uma fera.
Domável, porém completamente sem controle nesse momento.
POESIA DE CERQUEIRA RABELO
quinta-feira, 2 de maio de 2013
ENQUANTO MERGULHAS
Enquanto mergulhas
Abaixo meu corpo
Coloca-se dentro do
Meu lado posto
Encosta suas coxas
Toco em suas mãos
Levanto e lhe coloco a boca
Debruça no meu eu acima
Enverga-se
Atravessa-me
Com seus lindos seios
POESIA DE BEY CERQUEIRA
quarta-feira, 1 de maio de 2013
SOMOS ANJOS
Somos anjos seja de que forma for
Sobre vidros que se quebram
Espiando sobre a mata virgem
Até as histórias de um jardim imaginário
Destruímos pistas para não nos acharmos
Cobrimos nossas fantasias dentre veias
Que pulsa ardendo queimando deixando
Vermelha as nossas guardas cães que
Latem sobre nosso corpo fervilhando
O caminho para casa correndo fechando
As pernas tapas e beijos nos afloram
Convocamos sobre nossos sinais
Devagar seja lá como for
Os nossos vendavais.
POESIA DE BEY CERQUEIRA
terça-feira, 30 de abril de 2013
O TEMPO
O tempo que ainda não venceu
A voz que grita num ventre
Que não quer se calar
O sexo que ainda clama
Por socorro queima nossas estradas
O acontecer em outras bocas que nos
Machucamos por pensar em amar
Rasga o entendimento num roçar
Que nesta mansa tontura que nos
Tortura todos os nossos dias
Quero que se exploda uma sociedade hipócrita
E que meu corpo faça a democracia em você
Nessa saudade que nos deixa estranhas
Que rasgue nossas entranhas faça-nos ser
Únicas que possamos matar a nossa tristeza
No gozo pleno de tantos êxtases que vivemos
Assim retornaremos a nossa sanidade...
POESIA DE BEY CERQUEIRA
segunda-feira, 29 de abril de 2013
SEMPRE TE INVENTO
Sempre te invento, porque meus troncos, minha costela invertida, meus zens, opostos, deseja consumir-me sobre essa poeira que o tempo não apaga, sempre vou te inventar no meu sono, dentro de mim, não é fantasia, reviver intensamente grandes momentos, entre duas mulheres que se amaram, se amam, a distância não apagou isso, preciso andar pelo teu gozo de suas proezas, me molhar, e pelos contos de minha poesia profanas, passando os braços entre seus vácuos, e me liquidar a me santificar, nesse barco a deriva, abaixo de um sol quente, nossas vírgulas, vem a mim, deixa-se ser desejada, purificada, novamente, o que tu sentes, saia desse casulo, eu preciso do teu amor, eu necessito das suas verdades, do seu cheiro, deixa eu te tocar, voe sobre mim, deixa eu te contar histórias, vamos juntas reviver histórias.
POESIA DE BEY CERQUEIRA
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