terça-feira, 30 de abril de 2013

O TEMPO


O tempo que ainda não venceu
A voz que grita num ventre 
Que não quer se calar
O sexo que ainda clama
Por socorro queima nossas estradas
O acontecer em outras bocas que nos
Machucamos por pensar em amar
Rasga o entendimento num roçar 
Que nesta mansa tontura que nos
Tortura todos os nossos dias
Quero que se exploda uma sociedade hipócrita
E que meu corpo faça a democracia em você
Nessa saudade que nos deixa estranhas
Que rasgue nossas entranhas faça-nos ser 
Únicas que possamos matar a nossa tristeza 
No gozo pleno de tantos êxtases que vivemos
Assim retornaremos a nossa sanidade...

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 29 de abril de 2013

SEMPRE TE INVENTO


Sempre te invento, porque meus troncos, minha costela invertida, meus zens, opostos, deseja consumir-me sobre essa poeira que o tempo não apaga, sempre vou te inventar no meu sono, dentro de mim, não é fantasia, reviver  intensamente grandes momentos, entre duas mulheres que se amaram, se amam, a distância não apagou isso, preciso andar pelo teu gozo de suas proezas, me molhar, e pelos contos de minha poesia profanas, passando os braços entre seus vácuos, e me liquidar a me santificar, nesse barco a deriva, abaixo de um sol quente, nossas vírgulas, vem a mim, deixa-se ser desejada, purificada, novamente, o que tu sentes, saia desse casulo, eu preciso do teu amor, eu necessito das suas verdades, do seu cheiro, deixa eu te tocar, voe sobre mim, deixa eu te contar histórias, vamos juntas reviver histórias.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

domingo, 28 de abril de 2013

AFLORA


Aflora a boca que dentre as pernas prendem
Conduzindo ao ventre língua em longos
Momentos a sede sedenta cede ao meu corpo
Molhado a lareira acesa abres debruço
Minhas mãos acariciam descendo desde o pescoço
Até os pés passando pela curva do G
E ali paro invadindo-a

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sábado, 27 de abril de 2013

CEDE


Cede a mim breve umidade
Ela é gosto de morango bem doce
Morde dentre seus  dentes a minha 
Maça me
Prende ao chicote do gozo
Nas incertas aberturas que 
Filtra sobre a língua que passa

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


ADELE SKYFALL (POESIA DE BEY CERQUEIRA)


http://www.youtube.com/watch?v=Zb7J5-e5NAY
V
INSTINTOS

aflorando-me por dentro
meu corpo de mulher
embriagado sem  juízo
pagã pelos sutis toques
estimulada por inteiro
tesão
me revejo outra vez
em você
quero-a firme
cobiçando a elucides
de nossas fendas
profundas mais
sem identidade

POESIA DE BEY CERQUEIRA

DENTRO DE CADA QUEBRADA


Dentro de cada quebrada das ondas
Sentada olhando ao horizonte
De manhã abrindo ao por do sol
O calor invade meu corpo
Começo me encharcar
Molho minhas roupas
Beijos me resta em mim fazer
Língua seca minhas entradas
Ressecada queimando na areia
Pudica entre meu cruzar de pernas
Rango meus dentes ao passar de um
Moça com olhar de uma felina me debruça
Com andar bem devagar ela me olhar
Perdemos a noção do tempo hora lugar
Mais fizemos o que nossos desejos queriam
Depois cada uma foi para o seu canto
E sobre o meu encanto tomei um banho
Numa água fria meus poros abertos 
Entranhou os brilhantes de uma purpurina 
Em meu nariz ficou o casco parecia cristal 

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 25 de abril de 2013

EU PRECISO


Eu preciso sentir você por inteira
Eu preciso tocar em você 
Tocar seus seios amaciá-la 
Deitar você na sua cama
Invadi-la intensamente deixar-te sem ar
Escutando um blues
Eu preciso dizer-te que te amo
Dançando escutar você
Murmurando nos seus ouvidos como é bom
Sentir seus pontos fracos se assanhando
Desço pelo seu corpo e te surpreendo
Estamos de olhos fechados por que eu
Sei cada curva a percorrer sobre você
Tesa estou porque tenho instintos 
Feita uma fera as horas avançam 
Seduzindo nem sentimos passar o tempo
Moldando você esquivando numa bela dança
De tango....Apertando-a 
Sobre suas mordidas arranhadas
Meus ombros se rasgam e eu 
Salivando debruçadamente sobre ti 
O mar está longe mais sobre a brisa 
Da madrugada tu afogas
Em minha boca o teu êxtase

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 24 de abril de 2013

SEJA SEMPRE LINDA


Seja sempre linda, elegante, com personalidade forte, seja na cama, uma menina sem beira, sem eira, seja impura, passiva, ativa, me toca sem medo algum, que eu lhe faço tirar das têmperas, arrancando suas roupas, tesa, darei a você sua identidade, voltarei ao velho tempo, sem puritanismo, seremos únicas, tirana, inundaremos o bairro com o nosso cheiro vulgar, enquanto santificamos nossas puras emoções, entre mansas pernas, entre dedos trêmulos, endurecidas coxas, o apertar sedenta de ondas vibratórias, entre um corpo molhado, entre películas endurecidas, entre beijos línguas atordoadas, amordaçada, pelo êxtase que o vento balança nossas lembranças, aonde toco seus seios, aonde aperto suas vísceras, possuo seu ventre, e lhe tiro do sério....

POESIA DE BEY CERQUEIRA

VEM FORTE


Vem forte 
Morde crava suas
Unha arranca a 
Roupa 
Abaixa a janela
Acende um cigarro
Me pega uma bebida
Forte
Sexo amor paixão
Seja o que for 
Passe a língua
Perde a postura
Arranca os botões
Morde os lábios
Funde-se bem fundo nas fendas
Funde até ralar os poros
Dentre as pernas e
Exalar o cheiro descendo
Um líquido cremoso 
Entre duas damas
Sem vergonha...mais que faz gostoso

POESIA DE BEY CERQUEIRA

terça-feira, 23 de abril de 2013

EMPREENDE-SE


Empreende-se arrebita 
Espera 
No tempo certo 
Venha devagar
Na tua 
No meu 
Há exatidão 
Alarga inapta 
Quieta absoluta
Numa forma diferente
Sexo
Indaga 
Coloco-me na sua 
Nádega 
Outra forma espontânea
Sem dor
Será o nosso segredo
você me perturba me deixa
Fora do eixo
Arde de excitação mais adora

POESIA DE BEY CERQUEIRA

segunda-feira, 22 de abril de 2013

ESSE TRAVESSEIRO


Esse travesseiro que me apoia
Entre as pernas após uma noitada
De adegas de bares em bares
Sobre guetos
É aonde eu conto minhas histórias
Revivo minhas fantasias 
Recordo meus prazeres
Redobro reviro o meu corpo sobre meu 
Apego e me torno
A minha outra metade

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE CLARITA


sábado, 20 de abril de 2013

INCERTAS


Incertas nas suas buscas
Debruçamos sobre nosso peito
Sugamos 
Matamos a sede 
Língua posta no lugar certo
Canal aberto
Sofá de palha
Trêmulas sobre o feixe de luz
O barulho da chuva
O cheiro de capim molhado
Buscamos o nosso infinito
Vivemos esse momento cravando
Incertas
Sobre um punhal no apoio 
Que alaga nossos lábios 
Viciosa nessa rede de balançar

POESIA DE BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O QUE AINDA NÃO FOI TOCADO


O que ainda não foi tocado, tocarei com delicadeza, ou estuprarei sua divindade, não terei pena de seus gritos, porque você gosta da dor do tesão, a cada canal arrebento uma veia, pegada estranha, delicadas, ou simplesmente vou descobrir o que mais queres, um solo, ou uma sinfonia, que o espaço sentirá vibrar, gostoso demais amaciá-la, invadir pressionando suas vergonhas, o tato que com prazer delicadeza e muita vontade de te fazer sexo, de amar você, entrará com cactos ao vento ventre, da donzela que dorme no mato.

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quinta-feira, 18 de abril de 2013

INVERSO


Inverso do inverno queima ao
Ajustar suas ancas tetas nas minhas
Encurraladas sobre nossos corpos ficamos
Num profundo silêncio nas patas de um
Animal quina fúria
Crescendo cada instante nessa cavalgada
Alucinante
Quero mergulhar profundamente em você
Tocar-te como se toca uma flauta 
Por todas as suas extensões delicadas entradas
Que no tem das águas mata a sede
Acima em sol maior pressiono com força suas pontas
E abaixo bem abaixo já alucinada inverto
Inverto novamente as estações 
Caminhando pelas suas regiões mais secretas
Que nem o verão diz a primavera 
Nem a lua cheia intimida as minhas fronteiras 
E sobre um raio de sol vestígios no acoplar 
Eu possa lhe contar o quanto eu te amo

POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 17 de abril de 2013

NAS CURVAS


Nas curvas dos meus dedos 
Amacia suas entradas sobre a ponta
Odor do cheiro forte que acerto em cheio
Suas vagas...
Logo lhe pondo ao ponto 
Lá no fundo estouro uma de suas veias  
Teias escondida em suas curvas e
Coloca-me em suas fendas 
Que já estão molhadas 
Facilitando assim os meus dentes
Feroz sedoso aonde na doçura 
Da seda de meus lábios que irão 
Rasgar secá-la deixá-la emudecida

POESIA DE BEY CERQUEIRA

A ARTE DE BEY CERQUEIRA


terça-feira, 16 de abril de 2013

PODEMOS FAZER SIM


Podemos fazer sim, sem nenhuma interferência, sós nós duas, meu sexo brota, grita, o clímax arrepia meus poros, quando nos vemos, nos contorcemos nos revertemos, ficamos mais fortes do que o vento, que insiste a empurrar as nuvens, para nos lembrar, o que o espelho nos diz todos os dias, refletindo nossas cicatrizes, em nossos rostos, porque passou, passou sim, mais uma coisa nunca passou a essência, o cheiro, o encaixe, sinto seu sexo a todo instante, seu beijo, seu abraço, o toque de nossas vontades, suas curvas, profundamente, intimamente, o tempo, acrescenta apenas o conhecimento, são brilhantes do endurecimento, um diamante, que ferve meu sangue, que aborta minhas buscas incansavelmente, até chegar a você novamente, ao soar de uma música, você é a minha harmonia, forte, vigilante do meu ventre, são de vidros, mais são fortes, duas mulheres, banhada de óleo, tantas buscas em vão, como desequilibrei o meu crivo, desalinhei, a tatear-lhe, deitar ao teu lado, novamente, me veio nossos hábitos, e me fez achar meu alicerce, que eu pego, sobre meu gozo de amor.

POESIA DE BEY CERQUEIRA